Ao chegar no colégio, foi logo se informar, na secretaria, onde poderia encontrar Cleide.
Quando ficou frente a frente com a professora de sua filha, Paulina perguntou:
-- Mas o que está acontecendo?
Cleide explicou que Andressa estava atravessando dificuldades.
Dizendo que todos no colégio sabiam de sua história, comentou que as coisas estavam muito complicadas para ela.
Paulina ao ouvir este relato, ficou surpresa.
Tentando imaginar quem seria capaz de perpetrar tamanha maldade, chegou a pensar que Jorge e Cristina provocaram a confusão.
Foi quando, para seu espanto, Cleide respondeu que fora uma garota chamada Vanessa, quem contou a história a todos.
-- Miserável!
Cleide, percebendo a fúria de Paulina, comentou que a garota estava arrependida.
Muito embora sua atitude seja imperdoável, Cleide fez questão de ressaltar que fora a própria Vanessa quem pedira ajuda para tentar consertar o estrago causado.
Irritada, Paulina perguntou:
-- E para consertar a situação, vocês criam uma confusão maior ainda?
Cleide, respondeu então, que entendia sua irritação.
Foi então que Paulina começou a conjecturar.
Pensando no assunto, chegou a conclusão de que a tal moça não poderia ter conhecimento da história, sem que alguém muito próximo a Andressa contasse alguma coisa.
‘Impossível!’ Pensava.
Foi então que chegou ao nome dos filhos.
Paulina furiosa, ao saber que Jorge e Cristina, ajudaram de alguma forma a criar àquela confusão, prometeu a Cleide que faria de tudo para repreendê-los.
Afirmando que as coisas não poderiam ficar como estavam, prometeu que faria algo.
Sim, Paulina tomaria uma atitude.
Resolvida a ter uma conversa definitiva com os filhos, assim que chegou em casa, Paulina mandou Jurema chamá-los.
Jorge e Cristina, ao perceberem que levariam uma bronca daquelas, tentaram de todas as formas possíveis, evitar o confronto.
Paulina, porém, decidida a resolver àquela situação de uma vez por todas, ao perceber que Jorge e Cristina tentavam enrolá-la, decidiu ir ao quarto de Jorge.
Puxando o garoto pelo braço, foi até o quarto de Cristina.
Constatando que a porta estava trancada, Paulina exigiu que Cristina abrisse-a.
Dizendo que ela não poderia ficar trancada em seu quarto a vida inteira, Paulina comentou que as coisas poderiam piorar muito se ela não abrisse logo aquela porta.
Afirmando que não esqueceria as maldades que ela e Jorge fizeram, Paulina comentou que se Cristina não abrisse a porta por bem, mandaria um dos empregados, pô-la abaixo.
Cristina, ao perceber que Paulina não estava brincando, acabou abrindo a porta.
Quando abriu a porta, Paulina empurrou Jorge para dentro do quarto.
A seguir, entrou.
Fechando a porta, Paulina comentou que teria uma conversa séria com os dois.
Revelando que já sabia o que ocorrera no colégio, Paulina disse que não aceitaria desculpas esfarrapadas.
Demonstrando estar decepcionada com ambos, comentou que a atitude dos dois era reprovável.
Dizendo que eles não tinham o direito de fazer o que fizeram, afirmou que ambos foram muito cruéis.
Cristina, que a todo instante tentava interromper a mãe, ouvia a tudo irritada.
Paulina percebendo isso, comentou que ela não tinha o direito de ficar emburrada.
Isso por que, estava completamente errada.
Foi quando Jorge finalmente perguntou:
-- E pra você certo é colocar uma estranha em casa? Uma pessoa que nós nunca vimos mais gorda? Por que? Por que você acha que pode fazer o que der na telha e nós somos
obrigados a aceitar?
Paulina ao ouvir tais perguntas, argumentou dizendo que levar Andressa para casa, não era um simples capricho.
Dizendo ter uma dívida enorme com aquela menina, Paulina comentou que precisava fazer algo para salvá-la, antes que fosse tarde demais.
Nervosa, insistiu em dizer que para sobreviver, Andressa praticava furtos, aplicava golpes, pedia esmolas.
Dizendo que se não interviesse, afirmou que Andressa poderia nem chegar a idade adulta.
Jorge e Cristina ao ouvirem tais palavras, pareciam indiferentes.
Despreocupados com o futuro de Andressa, davam a entender que Paulina só podia estar exagerando.
Foi quando Paulina respondeu:
-- Olhe! Escutem! Eu não estou falando nenhum absurdo!
Jorge e Cristina retrucam essas palavras.
Foi então, que Paulina curiosa, perguntou como eles descobriram qual era a origem de Andressa.
Jorge, furioso com a mãe, respondeu que eles ouviram-na conversando com o detetive Arthur.
Paulina ao ouvir isso, ficou perplexa.
Indignada, começou novamente seu discurso.
Dizendo que a última coisa que esperava deles era que passassem a ouvir suas conversas, comentou que os dois não tinham mais jeito.
Preocupada, Cristina perguntou a mãe o que ela pretendia fazer.
Paulina, sem saber o que dizer, comentou que ainda não sabia que atitude tomar.
Mas dizendo que aquela maldade não ficaria sem castigo, afirmou que dentre em breve eles seriam informados do que ela faria.
Com isso, temerosos do castigo, Jorge e Cristina, passaram a se comportar.
Temendo que Paulina os mandasse estudar no exterior, em lugar com uma disciplina bem rígida, Jorge e Cristina, tentaram remediar a situação.
No colégio, sempre que alguém se aproximava visando saber mais detalhes da vida de Andressa, os dois diziam que já estavam cansados desse assunto.
Alegando que tinham coisas mais importantes com o que se preocupar, Jorge e Cristina passaram a evitar o assunto.
Andressa por sua vez, estava cada vez mais isolada.
Tendo como amigos somente, Luana, Rodrigo e os gêmeos Marta e Marcos, a garota aproveitava o tempo livre que tinha, para ler e conversar com os professores.
De vez em quando, conversava com os quatro.
Paulina ao saber que Andressa estava novamente tendo dificuldades no colégio, chegou a sugerir a filha, que mudasse de escola.
Andressa, no entanto, surpreendeu-a.
Isso por que, apesar das dificuldades, a moça comentou que poderia perfeitamente ficar lá.
Dizendo que não faria diferença se mudar para um outro colégio, revelou que não tinha vergonha de seu passado.
Paulina então, aceitou a vontade da filha.
Nisso, Vanessa, percebendo que aos poucos, as pessoas paravam de comentar o incidente, começou a sentir-se menos culpada.
Conhecendo Andressa um pouco melhor, passou a admirá-la.
Mesmo não sendo amiga de Andressa, Vanessa começou a perceber o quanto a garota era esforçada.
Certa vez ao notar a participação de Andressa na aula, Vanessa comentou com uma colega que ela devia ser muito estudiosa.
Com isso, Vanessa, ao conhecer Marcos no colégio, namoradeira como só, passou a se encontrar com ele.
Encantado com a moça loira, o rapaz, quase dois anos mais novo, nem sequer se incomodava com este detalhe.
Percebendo que apesar da pouca idade, era alvo de atenção de algumas garotas no colégio, Marcos ficava todo convencido.
Quem não gostava nada nada deste assédio era Marta, que freqüentemente era abordada para entregar bilhetinhos ao irmão. Para ela, saber que as pessoas só se
aproximavam dela, para tentar conquistar seu irmão, não era nada agradável.
Marina, ao saber disso, também fica bastante preocupada.
Mas o que pode fazer?
Procurando orientar a filha para que não se sinta inferiorizada por isso, pouco consegue.
E assim, o assédio continua.
Nisso, Vanessa, interessada no rapaz, passou a convidá-lo para sair.
E assim, saindo quase todas as noites com o rapaz, Vanessa acabou sendo censurada pelos pais.
Isso por que, Valdemar e Valdirene não gostavam nada das saídas constantes de Vanessa, que até bem pouco tempo atrás, não se interessava por isso.
Ocorre, porém, que a garota estava crescendo.
Era isso que eles não queriam enxergar.
E assim, mesmo brigando com os pais, Vanessa namora o rapaz.
Na casa de Marcos, a mesma história.
Inconformada com as constantes saídas do garoto, Marina alegava constantemente que ele ainda não tinha idade para estar quase todos os dias até altas horas da noite na rua.
Marcos por sua vez, ao ouvir tais palavras dizia:
-- Mãe! Não esquenta!
Marina, porém, não conseguia se conformar.
Ameaçando proibi-lo de sair de casa, foi convencida por Cleide que esta não era a melhor saída.
Foi quando ela tentou conversar com o garoto.
Marcos, contudo, não lhe deu ouvidos.
Mesmo assim, ciente de que não estava em condições de medir forças com sua mãe, o garoto fingiu concordar com o tudo o que ela falava.
Com isso, Marcos vai ganhando tempo.
E continua saindo com Vanessa.
Todavia, o namoro não durou muito.
Isso por que, imaturo, Marcos só queria saber de sair e se divertir.
E foi exatamente numa dessas saídas que Vanessa descobriu que Marcos não desfrutava somente de sua companhia.
Certa vez, indo com uma colega para uma festa, Vanessa descobriu no meio do caminho, que Marcos estava numa lanchonete de braços dados com uma outra garota.
Irritada, Vanessa, ao ver a cena, pediu para o motorista parar o carro.
Nervosa, desceu do automóvel e atravessou a rua.
Furiosa, entrou na lanchonete e caminhando em direção a Marcos, disse:
-- Muito bonito!
Marcos, surpreendido, começou a gaguejar.
Sem ter o que dizer, comentou que aquela moça era sua irmã.
Vanessa, que não é nem um pouco boba, retrucou:
-- Você pensa que eu sou o quê? Alguma idiota? Pois se foi você mesmo que me apresentou sua irmã Marta, logo que nos conhecemos! Como pode ser tão cara de pau!
Nervosa, Vanessa começou a chorar.
Marcos resolveu então, segurá-la pelo braço.
-- Me solte! – respondeu Vanessa, tentando se livrar de Marcos.
Marcos nervoso, tornou a gaguejar.
Ainda assim, tentou se explicar.
Dizendo que aquela moça estava ali só para conversar, Marcos tentou de todas as maneiras possíveis, se desculpar.
Vanessa, porém, que não estava nem um pouco interessada em ouvir mentiras, comentou que não aceitava ser enganada.
Dizendo que não conseguia admitir deslealdade, afirmou que o encanto se fora.
Dramaticamente, Vanessa respondeu que não queria mais vê-lo.
Marcos, ao vê-la saindo da lanchonete, correu atrás dela.
Vanessa ao perceber isso, entrou novamente no carro e foi embora.
Marcos só teve tempo de vê-la indo embora.
Vanessa, amparada pela amiga, começou a chorar.
Dizendo que não queria ver Marcos nunca mais, pediu para voltar para casa.
Foi quando Carla sugeriu que ela procurasse se acalmar e fosse a festa.
Dizendo que Marcos não merecia aquele sofrimento todo, insistiu para Vanessa retocasse a maquiagem e fosse a festa.
A moça relutou.
Mas depois, pensando um pouco melhor, Vanessa prometeu que ficaria um pouco na festa.
Dizendo que Carla não era obrigada a acompanhá-la, comentou que ficaria somente até o momento em que o bolo fosse cortado.
Após, voltaria para casa.
Carla concordou.
E assim, as duas foram para a festa.
-- Mas o que está acontecendo?
Cleide explicou que Andressa estava atravessando dificuldades.
Dizendo que todos no colégio sabiam de sua história, comentou que as coisas estavam muito complicadas para ela.
Paulina ao ouvir este relato, ficou surpresa.
Tentando imaginar quem seria capaz de perpetrar tamanha maldade, chegou a pensar que Jorge e Cristina provocaram a confusão.
Foi quando, para seu espanto, Cleide respondeu que fora uma garota chamada Vanessa, quem contou a história a todos.
-- Miserável!
Cleide, percebendo a fúria de Paulina, comentou que a garota estava arrependida.
Muito embora sua atitude seja imperdoável, Cleide fez questão de ressaltar que fora a própria Vanessa quem pedira ajuda para tentar consertar o estrago causado.
Irritada, Paulina perguntou:
-- E para consertar a situação, vocês criam uma confusão maior ainda?
Cleide, respondeu então, que entendia sua irritação.
Foi então que Paulina começou a conjecturar.
Pensando no assunto, chegou a conclusão de que a tal moça não poderia ter conhecimento da história, sem que alguém muito próximo a Andressa contasse alguma coisa.
‘Impossível!’ Pensava.
Foi então que chegou ao nome dos filhos.
Paulina furiosa, ao saber que Jorge e Cristina, ajudaram de alguma forma a criar àquela confusão, prometeu a Cleide que faria de tudo para repreendê-los.
Afirmando que as coisas não poderiam ficar como estavam, prometeu que faria algo.
Sim, Paulina tomaria uma atitude.
Resolvida a ter uma conversa definitiva com os filhos, assim que chegou em casa, Paulina mandou Jurema chamá-los.
Jorge e Cristina, ao perceberem que levariam uma bronca daquelas, tentaram de todas as formas possíveis, evitar o confronto.
Paulina, porém, decidida a resolver àquela situação de uma vez por todas, ao perceber que Jorge e Cristina tentavam enrolá-la, decidiu ir ao quarto de Jorge.
Puxando o garoto pelo braço, foi até o quarto de Cristina.
Constatando que a porta estava trancada, Paulina exigiu que Cristina abrisse-a.
Dizendo que ela não poderia ficar trancada em seu quarto a vida inteira, Paulina comentou que as coisas poderiam piorar muito se ela não abrisse logo aquela porta.
Afirmando que não esqueceria as maldades que ela e Jorge fizeram, Paulina comentou que se Cristina não abrisse a porta por bem, mandaria um dos empregados, pô-la abaixo.
Cristina, ao perceber que Paulina não estava brincando, acabou abrindo a porta.
Quando abriu a porta, Paulina empurrou Jorge para dentro do quarto.
A seguir, entrou.
Fechando a porta, Paulina comentou que teria uma conversa séria com os dois.
Revelando que já sabia o que ocorrera no colégio, Paulina disse que não aceitaria desculpas esfarrapadas.
Demonstrando estar decepcionada com ambos, comentou que a atitude dos dois era reprovável.
Dizendo que eles não tinham o direito de fazer o que fizeram, afirmou que ambos foram muito cruéis.
Cristina, que a todo instante tentava interromper a mãe, ouvia a tudo irritada.
Paulina percebendo isso, comentou que ela não tinha o direito de ficar emburrada.
Isso por que, estava completamente errada.
Foi quando Jorge finalmente perguntou:
-- E pra você certo é colocar uma estranha em casa? Uma pessoa que nós nunca vimos mais gorda? Por que? Por que você acha que pode fazer o que der na telha e nós somos
obrigados a aceitar?
Paulina ao ouvir tais perguntas, argumentou dizendo que levar Andressa para casa, não era um simples capricho.
Dizendo ter uma dívida enorme com aquela menina, Paulina comentou que precisava fazer algo para salvá-la, antes que fosse tarde demais.
Nervosa, insistiu em dizer que para sobreviver, Andressa praticava furtos, aplicava golpes, pedia esmolas.
Dizendo que se não interviesse, afirmou que Andressa poderia nem chegar a idade adulta.
Jorge e Cristina ao ouvirem tais palavras, pareciam indiferentes.
Despreocupados com o futuro de Andressa, davam a entender que Paulina só podia estar exagerando.
Foi quando Paulina respondeu:
-- Olhe! Escutem! Eu não estou falando nenhum absurdo!
Jorge e Cristina retrucam essas palavras.
Foi então, que Paulina curiosa, perguntou como eles descobriram qual era a origem de Andressa.
Jorge, furioso com a mãe, respondeu que eles ouviram-na conversando com o detetive Arthur.
Paulina ao ouvir isso, ficou perplexa.
Indignada, começou novamente seu discurso.
Dizendo que a última coisa que esperava deles era que passassem a ouvir suas conversas, comentou que os dois não tinham mais jeito.
Preocupada, Cristina perguntou a mãe o que ela pretendia fazer.
Paulina, sem saber o que dizer, comentou que ainda não sabia que atitude tomar.
Mas dizendo que aquela maldade não ficaria sem castigo, afirmou que dentre em breve eles seriam informados do que ela faria.
Com isso, temerosos do castigo, Jorge e Cristina, passaram a se comportar.
Temendo que Paulina os mandasse estudar no exterior, em lugar com uma disciplina bem rígida, Jorge e Cristina, tentaram remediar a situação.
No colégio, sempre que alguém se aproximava visando saber mais detalhes da vida de Andressa, os dois diziam que já estavam cansados desse assunto.
Alegando que tinham coisas mais importantes com o que se preocupar, Jorge e Cristina passaram a evitar o assunto.
Andressa por sua vez, estava cada vez mais isolada.
Tendo como amigos somente, Luana, Rodrigo e os gêmeos Marta e Marcos, a garota aproveitava o tempo livre que tinha, para ler e conversar com os professores.
De vez em quando, conversava com os quatro.
Paulina ao saber que Andressa estava novamente tendo dificuldades no colégio, chegou a sugerir a filha, que mudasse de escola.
Andressa, no entanto, surpreendeu-a.
Isso por que, apesar das dificuldades, a moça comentou que poderia perfeitamente ficar lá.
Dizendo que não faria diferença se mudar para um outro colégio, revelou que não tinha vergonha de seu passado.
Paulina então, aceitou a vontade da filha.
Nisso, Vanessa, percebendo que aos poucos, as pessoas paravam de comentar o incidente, começou a sentir-se menos culpada.
Conhecendo Andressa um pouco melhor, passou a admirá-la.
Mesmo não sendo amiga de Andressa, Vanessa começou a perceber o quanto a garota era esforçada.
Certa vez ao notar a participação de Andressa na aula, Vanessa comentou com uma colega que ela devia ser muito estudiosa.
Com isso, Vanessa, ao conhecer Marcos no colégio, namoradeira como só, passou a se encontrar com ele.
Encantado com a moça loira, o rapaz, quase dois anos mais novo, nem sequer se incomodava com este detalhe.
Percebendo que apesar da pouca idade, era alvo de atenção de algumas garotas no colégio, Marcos ficava todo convencido.
Quem não gostava nada nada deste assédio era Marta, que freqüentemente era abordada para entregar bilhetinhos ao irmão. Para ela, saber que as pessoas só se
aproximavam dela, para tentar conquistar seu irmão, não era nada agradável.
Marina, ao saber disso, também fica bastante preocupada.
Mas o que pode fazer?
Procurando orientar a filha para que não se sinta inferiorizada por isso, pouco consegue.
E assim, o assédio continua.
Nisso, Vanessa, interessada no rapaz, passou a convidá-lo para sair.
E assim, saindo quase todas as noites com o rapaz, Vanessa acabou sendo censurada pelos pais.
Isso por que, Valdemar e Valdirene não gostavam nada das saídas constantes de Vanessa, que até bem pouco tempo atrás, não se interessava por isso.
Ocorre, porém, que a garota estava crescendo.
Era isso que eles não queriam enxergar.
E assim, mesmo brigando com os pais, Vanessa namora o rapaz.
Na casa de Marcos, a mesma história.
Inconformada com as constantes saídas do garoto, Marina alegava constantemente que ele ainda não tinha idade para estar quase todos os dias até altas horas da noite na rua.
Marcos por sua vez, ao ouvir tais palavras dizia:
-- Mãe! Não esquenta!
Marina, porém, não conseguia se conformar.
Ameaçando proibi-lo de sair de casa, foi convencida por Cleide que esta não era a melhor saída.
Foi quando ela tentou conversar com o garoto.
Marcos, contudo, não lhe deu ouvidos.
Mesmo assim, ciente de que não estava em condições de medir forças com sua mãe, o garoto fingiu concordar com o tudo o que ela falava.
Com isso, Marcos vai ganhando tempo.
E continua saindo com Vanessa.
Todavia, o namoro não durou muito.
Isso por que, imaturo, Marcos só queria saber de sair e se divertir.
E foi exatamente numa dessas saídas que Vanessa descobriu que Marcos não desfrutava somente de sua companhia.
Certa vez, indo com uma colega para uma festa, Vanessa descobriu no meio do caminho, que Marcos estava numa lanchonete de braços dados com uma outra garota.
Irritada, Vanessa, ao ver a cena, pediu para o motorista parar o carro.
Nervosa, desceu do automóvel e atravessou a rua.
Furiosa, entrou na lanchonete e caminhando em direção a Marcos, disse:
-- Muito bonito!
Marcos, surpreendido, começou a gaguejar.
Sem ter o que dizer, comentou que aquela moça era sua irmã.
Vanessa, que não é nem um pouco boba, retrucou:
-- Você pensa que eu sou o quê? Alguma idiota? Pois se foi você mesmo que me apresentou sua irmã Marta, logo que nos conhecemos! Como pode ser tão cara de pau!
Nervosa, Vanessa começou a chorar.
Marcos resolveu então, segurá-la pelo braço.
-- Me solte! – respondeu Vanessa, tentando se livrar de Marcos.
Marcos nervoso, tornou a gaguejar.
Ainda assim, tentou se explicar.
Dizendo que aquela moça estava ali só para conversar, Marcos tentou de todas as maneiras possíveis, se desculpar.
Vanessa, porém, que não estava nem um pouco interessada em ouvir mentiras, comentou que não aceitava ser enganada.
Dizendo que não conseguia admitir deslealdade, afirmou que o encanto se fora.
Dramaticamente, Vanessa respondeu que não queria mais vê-lo.
Marcos, ao vê-la saindo da lanchonete, correu atrás dela.
Vanessa ao perceber isso, entrou novamente no carro e foi embora.
Marcos só teve tempo de vê-la indo embora.
Vanessa, amparada pela amiga, começou a chorar.
Dizendo que não queria ver Marcos nunca mais, pediu para voltar para casa.
Foi quando Carla sugeriu que ela procurasse se acalmar e fosse a festa.
Dizendo que Marcos não merecia aquele sofrimento todo, insistiu para Vanessa retocasse a maquiagem e fosse a festa.
A moça relutou.
Mas depois, pensando um pouco melhor, Vanessa prometeu que ficaria um pouco na festa.
Dizendo que Carla não era obrigada a acompanhá-la, comentou que ficaria somente até o momento em que o bolo fosse cortado.
Após, voltaria para casa.
Carla concordou.
E assim, as duas foram para a festa.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário