Poesias

sexta-feira, 24 de julho de 2020

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 95

CAPÍTULO 95 

Ainda hoje, os índios sofrem as conseqüências, da intervenção dos brancos.
Todavia, continuaram seu passeio pela região.
De binóculos, apreciaram o lindo espetáculo das aves.
Nisso o guia comentou que, no Rio Araguaia existe um negrinho d’água que afunda as canoas dos aventureiros que se lançam à suas águas, à meia noite.
Hospedados em um hotel na Ilha da Confusão, em Barreira de Santa Cruz, os turistas apreciaram calmamente, as belezas da região.
Por fim, mais uma vez partiram.
Deste vez o destino, era a capital do país, Brasília.
De monomotor, avistaram a capital, a plataforma rodoviária, a Esplanada dos Ministérios e ao fundo, a Praça dos Três Poderes.
Ao descerem e verem de perto a famosa Praça dos Três Poderes, os turistas puderam se dar conta do colosso que é Brasília.
Imponente, a praça, com seu grandioso prédio e sua semicircuferência ao lado, são retratos do modernismo das linhas arquitetônicas de Brasília.
Caminharam por suas avenidas largas e aparentemente solitárias.
Sim, os cinco rapazes, passaram pelo Eixo Monumental e depois, passearam pela Praça dos Três Poderes.
Nestes dois lugares, estão concentradas boa parte dos momentos mais importantes da história do Brasil.
Isso por que, pelo Eixo Monumental, que desemboca na Esplanada dos Ministérios, já desfilaram tanques, estudantes em passeata, e até um militar a cavalo.
A cena era dantesca: o coronel Newton Cruz chicoteava manifestantes e carros faziam um buzinaço contra a derrota da emenda constitucional das eleições diretas.
No final do Eixo, na Praça dos Três Poderes, está o Panteão da Pátria, um monumento em forma de pomba, em homenagem ao Presidente Tancredo Neves.
A poucos passos, o Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente da república.
Colunas finas, formando curvas, sustentam a leveza do edifício, e a famosa rampa do poder.
Comenta-se que um ex-presidente saiu dele pela porta dos fundos.
Fernando Collor, saiu sob um coro de vaias.
Com isso, do outro lado da praça, está o Congresso Nacional.
O prédio onde se realizam as sessões tem duas conchas, uma voltada para cima, teto do Plenário da Câmara, e a outra para baixo, teto côncavo do Senado.
O amplo gramado em frente foi palco de manifestações populares e episódios constrangedores, como o do deputado que, numa noite dessas, foi flagrado namorando em plena grama.
O Congresso é a casa do povo, e o acesso é livre, inclusive às galerias dos Plenários.
Por isso mesmo os turistas fizeram questão de visitar o local.
Todavia, mesmo diante da facilidade do acesso, os turistas se depararam com uma parede de vidro, que impedia o livre acesso aos parlamentares.
Porém, a despeito disso, foi um belo passeio.
Lá conheceram as instalações do local e perceberam o quão organizado era.
Na Biblioteca do Senado, puderam ver a cópia da capa do folheto que contém o discurso de William Pitt, sugerindo a interiorização da capital.
Depois, a poucos passos dali, avistaram o Superior Tribunal de Justiça.
O prédio, projeto de Niemeyer, tem linhas de extrema leveza, e na frente, a escultura "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti, com os olhos vendados, cega como a lei.
Mais tarde, os turistas avistaram, às margens do Lago Paranoá – artificial –, o Palácio da Alvorada, obra-prima de Oscar Niemeyer, que se tornou símbolo do movimento moderno da arquitetura brasileira.
Quando o então presidente, Fernando Henrique, residiu nele, foi a primeira vez, desde Juscelino, que um governante ficou feliz em morar nele.
Sarney chegou a morar por lá por alguns meses, mas reclamou que o local era um verdadeiro forno, e houve até uma primeira dama que chamou o Alvorada, de aquário.
Collor morou em sua residência, a Casa da Dinda, e Itamar Franco preferiu continuar na residência do vice-presidente, o Palácio do Jaburu.
O Alvorada, é uma construção revestida de mármore e fachada de vidro, sustentada por colunas brancas que se abrem em semicírculos, como símbolo da genialidade de Niemeyer.
Os turistas, ao verem o palácio, mesmo de longe, ficaram impressionados.
Uma construção tão imponente!
Não conseguiam entender por que tantos presidentes reclamaram do lugar.
Com isso, chegada a noite, os turistas foram jantar no Restaurante La Vecchia Cucina.
No dia seguinte, almoçaram no Restaurante Francisco.
Á noite, jantaram no Piantella – refúgio de Ulysses Guimarães.
Ali a turma do poire – licor de pera, que era a bebida preferida do ‘senhor diretas’ – se reunia, tramando peraltices políticas.
Assim além de conhecerem a gastronomia da cidade, os turistas visitaram, alguns templos religiosos, entre eles, o Templo da Boa Vontade.
O templo, de grande beleza plástica, é o mais visitado por seu ecumenismo, e fica aberto vinte e quatro horas por dia.
Construído em forma de pirâmide, com sete faces, ostenta no ápice um cristal de quarenta centímetros de altura, dezoito 78 centímetros de diâmetro e pesando vinte e um quilos.
Segundo algumas pessoas, é o maior cristal puro encontrado na região.
No interior do templo, o caminho da peregrinação é uma espiral desenhada no piso com pedras negras.
As pessoas caminham descalças até o centro da espiral e tocam um pequeno círculo de cobre.
As mãos para o alto, são para meditar e receber vibrações.
O retorno é pela espiral de pedras brancas, que significa o caminho da purificação.
Depois, um gole de água na fonte, que faz o caminho espiral da nave, por baixo da terra, e jorra num jardim.
No dia seguinte, visitaram o Palácio da Justiça.
Este prédio, também é conhecido como sede do Ministério da Justiça.
Os jardins e a bela fachada de arcos que se sustentam por lajes curvas de concreto aparente, por onde deslizam cortinas d’água, é alvo de superstições do povo, que acredita que as últimas, simbolizam um choro permanente por que ele ‘acha’ o palácio em frente, do Itamaraty muito bonito.
Ao visitarem o Palácio do Buriti, no Eixo Monumental Oeste, os turistas finalmente conheceram a sede do governo do Distrito Federal.
Projetado por Mauro Jorge Esteves, tem nos jardins, as esculturas ‘A Loba Romana’, cópia de ‘A Loba do Capitólio’, doada pela Prefeitura de Roma, e ‘Forma Espacial no Plano’, de Enio Iommi, doada pelo governo argentino.
Passeando por Brasília, os turistas avistaram ainda o Palácio do Jaburu, no Setor de Hotéis e Turismo Norte, que é a residência oficial do vice-presidente da república.
Com projeto de Niemeyer e jardins de Burle Marx, tem árvores frutíferas e plantas da região.
No entanto, para tristeza dos cinco rapazes, o palácio só pôde ser visto de longe.
Em seguida, foram conhecer o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
Projetado por Niemeyer, é circundado por espelhos d’água que refletem os arcos da fachada e das laterais.
Os jardins de Burle Marx, foram feitos com plantas da Amazônia.
No centro do jardim, espelhos d’água – ao centro deles – e a escultura de Bruno Giorgi ‘O Meteoro’, de mármore carrara, e que parece flutuar.
Novamente no Eixo Monumental, avistaram trecho da Esplanada dos Ministérios, e os inúmeros prédios de concreto, onde moram políticos e demais habitantes da cidade.
Após, os cinco turistas foram visitar a Catedral Metropolitana. A base larga, vai se afunilando.
Á frente, diversas esculturas embelezando o lugar.
Situada no Eixo Monumental Leste, é um esplêndido projeto de Niemeyer.
A nave circular é iluminada por uma luz natural que vaza por vitrais coloridos de Mariane Perret, que formam as paredes.
Para sustentar a estrutura, colunas curvas se abrem e se fecham em forma de coroa, encimadas por uma cruz metálica.
No interior da nave, flutuam no ar três anjos de alumínio fundido esculpidos por Alfredo Ceschiatti.
Painéis de Di Cavalcanti representam a Via Sacra.
À entrada da catedral, ‘Os Evangelistas’, que são quatro estátuas de bronze de Ceschiatti.
Ao lado, os sinos do campanário, doados pelo governo espanhol.
Mais tarde, os cinco viajantes foram conhecer o Memorial JK, monumento em homenagem ao fundador de Brasília, inaugurado em 1981.
O monumento, possuí um pedestal de vinte e oito metros com a estátua de Juscelino.
Este local, abriga a biblioteca de JK, com mais de três mil volumes, sala de pesquisas, auditório.
A câmara mortuária, com os restos mortais do ex-presidente é um salão circular com teto decorado por vitrais coloridos de Mariane Perrett. A seguir, os cinco rapazes foram conhecer o Espaço Lúcio Costa. Situado no sub-solo da Praça dos Três Poderes, é uma homenagem ao autor do plano urbanístico de Brasília.
Nesse espaço, a peça permanente é uma maquete de Brasília de treze por treze metros, de autoria de Antonio José.
Posteriormente, conheceram o Teatro Nacional, situado na Esplanada dos Ministérios.
Estabelecido no Eixo Monumental, ao lado da rodoviária, trata-se de um projeto de Niemeyer, que tem a forma de uma pirâmide irregular, com composição plástica de cubos e retângulos de Athos Bulcão.
Tem três salas de espetáculos, obras e galeria de arte.
Animados com a magnitude da cidade, foram visitar o setor comercial de Brasília, bem como as super quadras do setor residencial.
Em seus passeios pela cidade, visitaram o Santuário de São João Bosco.
Seu interior caracteriza-se por uma extrema simplicidade arquitetônica e intensa luminosidade.
Neste lugar, os turistas aproveitaram para rezar um pouco.
Depois, admirando a construção, constataram, que apesar da simplicidade, o templo, com paredes de arcos góticos de dezoito metros de altura, fechados com vitrais em doze tonalidades de azul, do belga Humberto Vandró, que mudam com a posição do sol, era um deslumbre só.
Além disso, nas portas de bronze, há quadros das visões proféticas de Dom Bosco.
Nos jardins, paisagismo de Burle Marx. A seguir, foram visitar a Ermida de Dom Bosco, ao lado do Lago Paranoá.
Construído sobre o paralelo quinze, é o local onde Dom Bosco previu que surgiria uma nova civilização.
Na minúscula capela, em forma de pirâmide, está a imagem do santo padroeiro da capital, esculpida em mármore carrara pelos irmãos Arreghini di Pietra Santa.
No lugar, se tem uma bela vista dos arredores da cidade.
Depois, os turistas foram visitar o Museu Histórico de Brasília.
Trata-se de uma estrutura, em concreto armado e mármore, com a cabeça de Juscelino Kubitschek esculpida em pedra sabão.
No interior, inscrições com frases de Oscar Niemeyer e Juscelino sobre a construção de Brasília.
Após, conheceram o Museu de Arte de Brasília.
O museu, com um acervo de mais de setecentas obras de arte brasileira dos últimos trinta anos, conta com tela de Iberê Camargo, Tomie Othake, Athos Bulcão, Siron Franco, João Câmara.
A tela ‘Exposição e Motivos da Violência’, de Câmara, venceu o prêmio do Salão de Brasília de 67 com o nome de AI-5.
Em pleno regime militar, a obra desapareceu e só foi encontrada em 91, no porão do museu.
Enquanto conheciam os principais pontos turísticos da cidade, Fábio, Lúcio, Flávio, Agemiro e Felipe, aproveitaram para também conhecer a Igrejinha.
A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, foi o primeiro templo a ser construído na capital.
Com painel de azulejos de Athos Bulcão, sua forma lembra uma corneta, nome que se dá àquele chapéu de abas largas usado pelas freiras vicentinas.
No Cruzeiro de Brasília, há uma cruz de madeira situada no ponto mais alto do Plano Piloto, onde foi rezada a primeira missa de Brasília, em 1957.
Além disso, no local, se tem uma vista de quase trezentos e sessenta graus da cidade.
Vista essa que deixou os cinco turistas maravilhados.
Brasília, realmente é um colosso.
Com suas avenidas largas, seu céu azul que quase toca as pessoas, é uma cidade imponente e majestática.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 94

CAPÍTULO 94

Durante o passeio pela região, ouviram a seguinte história: Kananxuiuva é o deus Carajá.
Kananxuiuva criou o mundo.
Criou o céu, o sol, a lua, as estrelas, as florestas, os rios, as tempestades.
Criou os frágeis e os fortes.
Deu asas aos pássaros cantores e veneno às cobras silenciosas.
Dotou os rios de botos e piranhas.
Criou Kbói, o índiopeixe, gigante e barrigudo, que trouxe no ventre os primeiros carajás, cujo berço esplêndido foi o leito do Rio Araguaia.
O mundo de Kananxuiuva existe, resiste e é uma ilha.
A Ilha de Camonaré, a Bananal, a maior ilha fluvial do mundo.
Uma ilha que nenhum sonho é capaz de imaginar, na vastidão de sua grandeza, na miudeza de seus detalhes.
O universo dela é uma paisagem plana, definida e variada.
A essência são as areias amareladas e acastanhadas, como se lhe tivesse acrescentado ferrugem.
A vegetação vai do rasteiro cerrado às matas tipicamente amazônicas.
Orquídeas, samambaias, ipês, cedros, palmeiras perfumam, enfeitam e colorem este gigantesco vaso.
O terço de cima da ilha é protegido pelo Parque Nacional do Araguaia.
O restante é reserva indígena administrada pela Funai.
O amanhecer é extraordinário.
A vida se alvoroça nos gorjeios de bem-te-vis, uirapurus, sabiás, azulões, coleirinhas.
Bandos de garças sobrevoam os campos encharcados, com o pescoço curvado e as pernas fininhas estendidas para trás.
Pelas lagoas deslizam bandos de jaburus solidários que acabaram de deixar seus ninhos coletivos.
Exibem imponentes seus bicos negros levemente curvados para cima, como se estivessem permanentemente erguendo um valioso troféu.
Nos galhos dos arbustos, os biguás parecem vestidos de luto na sua plumagem negra.
Estes, espreitam sua vítima, que será abatida num certeiro mergulho na lagoa.
Até gaivotas existem aqui, desfazendo o mito de que só vivem no mar.
A ilha possuí seiscentas e sessenta espécies de aves.
Cada qual de um jeito.
Cada qual com seu espetáculo.
É ainda aurora quando os filhos de Kananxuiuva rompem velozes pelo Araguaia.
São exímios canoeiros.
Eles vão a pesca, deixando na aldeia a mulheres e os afazeres domésticos.
Nas malocas, elas conversam num dialeto carajá desconhecido dos homens.
Elas, e apenas elas, sabem falar esta língua passada de mãe para filha desde que a primeira mulher surgiu da barriga de Kbói.
Jamais um homem, por respeito ou ética, ousou decifrar este segredo.
A brasa acesa que arde no centro da aldeia espera os aruanãs, pirarucus, piraíbas, tucunarés, pintados, piaus, matrinxões que serão trazidos do rio – apenas na quantidade suficiente para a fome.
Há muito tempo os carajás assimilaram os calções e muitos o dinheiro e a cachaça.
Mas nem por isso largaram mão de seus colares, cocares e brincos – todos penachos coloridos de aves.
As maçãs do rosto são gravadas com dois círculos, feitos com os dentes agudos do peixe cachorra – sobre a ferida é aplicada tinta de jenipapo.
Os simétricos desenhos pelo corpo são produzidos com o óleo do fruto do urucum.
Filhos do Rio Araguaia, respeitam o pai, e o protegem.
Antigamente por exemplo, não se molestavam as centenárias tartarugas gigantes, que aqui, pesam mais de cem quilos e têm mais de um metro de comprimento.
Mas os tori – os brancos – apreciam a carne de tartaruga, e pagam por isso.
Por isso, é célebre a história de um turista europeu que, compadecido com o triste fim dos répteis em vias de extinção, decidiu comprá-los e devolvê-los ao Rio Araguaia.
Todavia, o dinheiro e o esforço foram insuficientes: enquanto ele soltava as tartarugas no rio, os índios voltavam a capturá-las alguns metros adiante.
Com isso, muito antes de o governo proibir formalmente a utilização da área como pasto para gado, Kananxuiuva armou uma cilada para preservar suas espécies.
De olho na criação, o senhor dos trovões fazia – e, ressabiado, continua fazendo – o mundo desabar entre novembro e abril.
E assim, ao transformar a ilha em arquipélago, as cheias mandavam para longe os vaqueiros e os rebanhos, sufocando a depredação.
Até raposas, cachorros-do-mato, guarás, guaxinins, jaguatiricas, pacas e capivaras fugiam da fúria do poderoso, para se refugiarem nas entranhas do trecho da floresta amazônica, ao norte do Bananal. Agora Kananxuiuva teme a maldição de Kbói, que não queria os carajás aqui.
Kbói considerava a área maldita e o rio de morte, sendo desaconselhável para a nobre missão de dar vida a um povo.
Com relação à nação, já se contaram quarenta e cinco mil pessoas.
Hoje, no Bananal, não passam de mil.
Ao término da narrativa, os turistas ficaram espantados com a situação dos índios.

O jaburu (Jabiru mycteria), também conhecido como tuiuiú, tuiuguaçu, tuiú-quarteleiro, tuiupara, rei-dos-tuinins, tuim-de-papo-vermelho (no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), cauauá (no Amazonas), jabiru (na região Sul do Brasil) e jabiru-americano. Informação extraída da wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Jaburu

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 93

CAPÍTULO 93

Próximo destino, Tocantins. Ao chegarem na capital, Palmas, desceram da aeronave, e depois de confortavelmente instalados em uma pousada, passaram a visitar a cidade.
Ao visitarem o Palácio do Araguaia, os cinco viajantes puderam se deslumbrar com um grandioso prédio de vidro e concreto aparente, onde trabalham o governador, os deputados e os juízes.
Este magnífico prédio, fica no marco zero da cidade, onde foi rezada a primeira missa local.
Na Reserva Ecológica do Lajeado, na estrada Aparecida do Rio Negro, no quilômetro dezoito, os turistas puderam se deslumbrar com uma reserva três em um.
Sim, por que neste local, havia caatinga, vegetação de cerrado e florestas úmidas em uma área de um mil e quinhentos quilômetros quadrados.
Dessa forma, o resultado só poderia ser esse mesmo.
Logo na entrada da reserva, o íngreme Morro do Governador oferece uma exuberante vista do vale.
Já o Mirante de Palmas é para os amantes à moda antiga.
Local perfeito para namoricos e beijinhos furtivos.
Com isso os turistas, ao passarem pelo mirante e verem alguns casaizinhos, ficaram morrendo de vontade de ter companhia.
Isso por que, a vista do vale durante o dia, dá o clima propício para tanto.
Todavia, mesmo à noite, a vista do lugar é um espetáculo.
Sim, por que a noite já basta por si só.
Tudo isso, em razão do por-do-sol cinematográfico que o local oferece.
Neste recanto da natureza, tudo é belo.
O céu, possuído por gaviões-reais, urubus-reis, asasbrancas, papagaios, araras e tucanos, é um convite ao encantamento.
Além disso, antas, pacas, onças, veados e guarás correm entre cajuranas, ipês, jatobás, macaúbas, argelins, e outras noventa espécies vegetais que escondem jibóias e camaleões.
E ainda, sempre há um salto ou uma cachoeira onde se refrescar.
Demarcado no papel, boa parte da reserva se presta ao pastoreio.
Por isso mesmo, os pastores são bons guias para o passeio.
Além de conhecedores do local, oferecem segurança aos turistas.
Por fim, ainda encantados com as imagens que viram e fotografaram, os turistas continuaram o passeio, agora para conhecerem as Cachoeiras do Roncador.
Situada no quilômetro trinta e seis da estrada Aparecida do Rio Negro, é um magnífico lugar para caminhadas.
Isso por que, para se chegar as aludidas cachoeiras, é preciso caminhar por uma trilha durante uma hora.
Esta magnífica trilha, margeia o Riacho Brejo da Lagoa, na Serra do Lajeado, até se chegar ao deslumbrante ‘Véu de Noiva’ de sessenta metros de altura.
A cauda do véu é uma piscina de águas cristalinas e geladas e cada d’àgua é uma massagem e tanto.
Ao passarem pelo local, é claro que os turistas se banharam nas águas da cachoeira.
Depois, ao continuarem o passeio, avistaram a Cachoeira Brejo da Lagoa, a qual oferece quase um replay.
A única diferença da cachoeira anterior é que o sol bate no paredão de pedra, e as minúsculas gotas d’água, que formam pequenas nuvens, ao chocar-se com a piscina natural, produzem cores como um caleidoscópio.
Realmente um passeio encantador.
No dia seguinte, já de volta a cidade, foram conhecer a Pedra de Pedro Paulo.
Logo acima da cidade, a pedra pode ser escalada.
Porém, os turistas não quiseram saber da aventura.
Mas, a despeito disso, logo ficaram conhecendo uma curiosidade local.
Segundo alguns moradores, nos anos cinqüentas, um seminarista chamado Pedro Paulo, pegava uma corneta, e subia na pedra para tocar sax no fim da tarde.
Dessarte, para os antigos moradores, o som enchia o vão entre as paredes de pedra da serra, propagando-se pelo vale.
Mais tarde, os cinco rapazes, foram conhecer a Praia da Graciosa.
Situada na Vila de Canelas, a margem oposta do Rio Tocantins vira praia em meio a centenários pés de babaçus e buritis.
Nos fins de semana, milhares de pessoas se reúnem neste balneário sazonal – que surge nos meses de junho a setembro –, com direito a camping, bares flutuantes, quadras de esporte e shows.
Ao lá chegarem, por ser a época da formação da praia, os turistas se deleitaram em suas águas.  Depois, foram conhecer o Porto Nacional, distante sessenta e seis quilômetros de Palmas.
Esta região, apresenta o casario colonial dos tempos em que era parada obrigatória do trajeto Belém-Lisboa.
O estilo romântico da Catedral Nossa Senhora das Mercês, construída com as pedras do Rio Tocantins (1894-1903), lembra um prédio medieval.
Foi erguida com base numa maquete trazida de Tolouse, França, pelos freis dominicanos.
Em seu interior despojado, um crucifixo de madeira, de dois metros, impressiona.
Além disso, no auge da seca, em julho, o Rio Tocantins dá mostras de sua fraqueza na Carreira Comprida.
Suas águas vão sumindo e ele que se apresentava exuberante, quase intransponível, mais parece um riacho tímido.
Nessa fase, pode-se vencê-lo a pé, caminhando pelas pedras do seu leito.
Porém, nos locais em que resiste um pouco mais, o rio forma praias e facilita os mergulhos.
Por isso mesmo, os turistas, ao visitarem as principais atrações da cidade, trataram logo de dar um mergulho nestas águas, para encerrar o passeio.
Com isso, no dia seguinte, trataram de viajar para a região da Ilha do Bananal.
A bordo do monomotor, os turista, aproveitaram para mais uma vez, admirar a região.
Depois, a aeronave pousou, e os turistas puderam conhecer um pouco mais sobre o Rio Araguaia e os índios Carajás.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 92

CAPÍTULO 92

Na cidade de Goiás, tiveram o privilégio de conhecer o Goiás Velho. 
No calçamento de suas ruas, todas desiguais em tamanho e nivelamento, estão denunciados os passos lentos e pesados de muitas patas de boi. 
Hoje, porém, ao invés de bois, são os cavalos que estalam suas ferraduras nas pedras. 
Foi nessa histórica cidade, que conheceram a Casa de Cora Coralina. 
Neste casarão, na beira da ponte foi onde viveu a poetisa ingênua e a doceira de mão cheia Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a famosa Cora Coralina (1889-1985). 
Na construção colonial de 1682 – uma das primeiras casas da cidade – está tudo o que ela deixou: móveis, livros, rascunhos literários, documentos e cartas de remetentes ilustres como Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado. 
Até suas roupas floridas continuam no cabide do quarto. 
Na cozinha, os tachos de cobre onde Cora fazia doces cristalizados – seu ganha pão durante muito tempo. 
Escritora desde os catorze anos, estudou até o terceiro ano primário, aprendeu a fazer contas aos setenta anos e publicou seu primeiro livro aos setenta e cinco. 
No quintal da casa está a bica de água mineral, fonte que a inspirou assim: 

“Biquinha és banho e refrigério, 
Copo de água cristalina e azul 
Para a sede de quem fez 
A longa caminhada 
Às vertentes do passado 
E volta vazia às origens 
Da sua própria vida.” 

Em seguida os turistas visitaram a Igreja Nossa Senhora da Abadia. 
Construída pelos escravos e para os escravos em 1790. 
O altar é todo talhado em madeira, pintado de azul e ouro, de autoria desconhecida como a pintura no teto, que representa Nossa Senhora no céu com os anjos. 
Ademais, a imagem da padroeira de Veiga Valle decora o altar. 
Ao visitarem a Catedral de Sant’Ana, os turistas descobriram que esta fora a quarta igreja construída no mesmo lugar. 
Em 1727, era apenas uma capela e ruiu. 
Em 1743, erguida uma igreja barroca no lugar, também ruiu. 
Novamente, em 1949, foi construída uma igreja barroca em seu lugar. 
Mais uma vez, a edificação construída ruiu. 
Depois, novamente erguida uma edificação, desde 1958, elevada a condição de catedral, continua firme como tribuna pastoral de Dom Tomás Balduíno desde 1967. 
Na Igreja de São Francisco de Paula, ao avistarem sua fachada branquinha, emoldurada por portas e janelas azuis, os turistas trataram logo de entrar. 
Ao adentrarem a construção, foram logo observando seus detalhes arquitetônicos, como o centro do altar onde está a imagem de Bom Jesus dos Passos, trazida de Salvador em 1745 e usada na procissão da semana santa. 
Contudo a surpresa maior estava no teto. 
Os turistas ao lançarem os olhos para o teto da igreja, puderam ver passagens da vida de São Francisco. 
Ademais, do pátio da igreja a vista da cidade é lindíssima. 
Por conta dessa visão puderam vislumbrar toda a magnitude da cidade. 
Contudo, como ainda tinham muito o que ver, trataram logo de visitar a Igreja do Rosário. 
Esta edificação, construída pelos dominicanos em 1959, é um templo de pedra, que apresenta uma torre solitária e arcos góticos. 
Em suas paredes laterais, está pintada pelo Frei Nazareno Canfalone, a Via Crucis. 
Além disso, esta igreja, ocupa o espaço da antiga Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, demolida em 1920. 
Quando os turistas foram visitar a Igreja de Santa Bárbara, e ao perceberem que a mesma estava fechada, trataram de subir seus oitenta e sete degraus e contemplaram a cidade do alto. 
No Museu das Bandeiras, os turistas passearam pelo enorme casarão de pé direito duplo sustentado por seculares vigas de madeira, construído em 1761. 
O andar térreo era cadeia, o de cima, Câmara Municipal. A prisão úmida, lembra uma enxovia e funcionou até 1950. 
As duas celas coletivas têm paredes de um metro de espessura e grades grossas. 
No piso superior estão documentos, fotos, louças e objetos domésticos da época do império. 
Tudo explicado em painéis históricos. 
Na praça, próxima do museu, há uma fonte com chafariz de cauda, de 1778. 
No Palácio Conde dos Arcos, os turistas conheceram o casarão de trinta e seis cômodos, que foi sede do governo de 1748 à 1935. 
Ali, móveis, louças e objetos dos noventa e oito governadores que passaram por lá, entre os quais, Felicíssimo Espírito Santo, bisavô de Fernando Henrique Cardoso. 
Depois, os viajantes conheceram o Quartel. 
Foi este local, que durante a Guerra do Paraguai, serviu de hospital militar. 
Hoje o pátio interno serve de palco para festas populares. 
Depois, os turistas aproveitaram para andar de charrete pela cidade, bem como por seus arredores. 
Mais tarde, aproveitaram também, para descer de bóia, o Rio Bagagem. 
No dia seguinte, acompanhados de um guia, visitaram a Serra Dourada. 
Pela estrada para Aruanã, os turistas chegaram até a serra. 
Porém, passando pela estrada, os turistas avistaram um túnel de dois metros de altura, cavado por escravos no morro da Bandeirinha, o qual dá acesso a vários salões, e acredita-se que sai do outro lado do morro, onde se encontra uma outra estrada. 
De acordo com o guia, documentos de 1839 contam que dois alemães entraram no túnel e nunca mais voltaram. 
Um padre, indignado com o descaso do governo, também resolveu ir atrás deles e também sumiu. 
Por isso mesmo, os turistas acharam por bem, entrarem acompanhados do guia. 
Isso por que, ninguém conhece os mistérios do lugar. 
Após, na serra que contorna a cidade, e que esconde rios, cachoeiras e ribeirões que deságuam no Rio Vermelho, foram passear. 
Neste lugar, a vegetação de cerrado convida a caminhadas entre flores silvestres, ipês-amarelos e esculturas naturais, escavadas pela ação do tempo nas rochas. 
Por fim, o pôr-do-sol dá nome à serra. 
Assim, voltaram a Goiás. 
Foi então, que de volta a cidade, aproveitaram para participar da Semana Santa. 
Na quarta feira, tem a procissão do fogaréu, que simboliza a busca e a prisão de Jesus. 
Nessa procissão, os fiéis saem com tochas na mão ao som de tambores e de músicas barrocas chamadas ‘moletes dos passos’, compostas em 1855. 
Na Igreja do Rosário ocorre a ceia do Senhor. 
Depois, na Igreja de São Francisco, encenação da crucificação de Cristo. 
A seguir, os turistas aproveitaram para comprar algumas pinturas, produzidas por Goiandira Ayres de Couto, as quais são feitas a partir de 551 tons diferentes de grãos de areia coloridos da Serra Dourada.
As pinturas são de casarões e paisagens de Goiás dessa artista, que já expôs em mais de trinta países do mundo. 
Passeando pelas ruas da cidade, conheceram ainda o Mercado Municipal e um museu improvisado, com peças artesanais. 
Com isso, depois de tantos passeios turistas despediram-se da região, e novamente partiram.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 91

CAPÍTULO 91 

Em Caldas Novas, os turistas também, aproveitando os encantos do lugar, foram conhecer a Lagoa Quente de Pirapitinga.
Esta pequena lagoa de águas quentes fica situada a seis quilômetros da cidade.
Porém, apesar de ser uma lagoa, não é permitido banhar-se no local, por causa das algas de sua superfície.
Ademais, as águas, do poço da lagoa, na temperatura de 51º C (graus Celsius), não são nem um pouco convidativas para um mergulho.
Após, visitaram o Templo da Ecologia e das Artes.
Lá puderam conhecer um pouco mais sobre a história da cidade, sobre a Serra de Caldas e entender o por quê das águas quentes da região, em fotos, textos e palestras.
Com isso, resolveram conhecer o afamado Rio Quente.
Ao chegarem no local, perceberam que a água nasce pelando na Pousada do Rio Quente.
Mesmo assim, Fábio e Agemiro resolveram colocar os pés em sua nascente e sentiram como água brota quentinha da terra, e segue mornamente mais adiante.
Depois de quatorze quilômetros, a água esfria de vez.
Os demais, ao constatarem que não havia problema em se banharem em suas águas, resolveram aproveitar a oportunidade.
Lúcio, encostando-se numa pedra que aflora em seu leito parecia estar em um banheiro cercado pela vegetação natural.
Com isso, empolgados com o ambiente, decidiram fazer um passeio a cavalo pelo Parque Estadual da Serra de Caldas, uma chapada de 135 quilômetros que está a mil e quarenta metros de altitude.
Com disso, aprenderam uma curiosidade sobre os antigos habitantes do brasil, os bandeirantes.
Segundo alguns moradores, os bandeirantes, acompanhados de cachorros, sempre íam caçar na região.
Porém, em várias oportunidades, seus cães, desacostumados com a natureza do lugar, ao se aproximarem das águas quando íam caçar veados, queimavam o rabo nelas, por causa de sua temperatura.
Os cinco rapazes, ao ouvirem a história, caíram na gargalhada.
Em Pirenópolis, cidade pertencente ao estado, os turistas puderam se deslumbrar com os festejos do Divino Espírito Santo.
Antes porém, os turistas visitaram a cidade.
Ao visitarem a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, deslumbraram-se com a construção de taipa de 1732.
Nela, duas grandes torres abrem o caminho da imponente nave com teto pintado por Inácio Pereira Leal.
A arquitetura e o entalhe dos cinco altares são de autores desconhecidos.
Um arco, com dois anjos esculpidos, separam a nave do altar-mor.
As imagens da sala lateral, que protegem os devotos, estão protegidas por grades, para evitar a ação de larápios, vândalos e congêneres. 
Ao conhecerem a Igreja Nossa Senhora do Carmo, os rapazes viram a beleza da igreja colonial, que apresenta três altares.
Os dois laterais bebem na fonte barroco-rococó e o altar-mor foi tão reformado, que perdeu as formas originais.
Foi erguida em 1903 por um rico minerador.
Dizem que as filhas dele se gabavam de pisar em pepitas de ouro e terminaram a vida na sarjeta.
Nesta igreja está o Museu de Arte Sacra, com peças que pertenciam à antiga igreja do Rosário dos Pretos, demolida na década de quarenta.
Na Igreja de Nossa Senhora do Bonfim, em estilo colonial de 1754, erguida no ponto mais alto da cidade, a imagem do Cristo crucificado, em tamanho natural, encaixada num nicho atrás de uma porta pintada com os mesmos motivos e dimensões, é deslumbrante.
A imagem foi trazida de Salvador pelos escravos em 1755.
O Teatro de Pirenópolis, os turistas descobriam que fora construído em 1899, com donativos da população, e inaugurado em 1901.
Era aqui que se encenavam as peças portuguesas, tão longas que havia uma espécie de berçário no piso superior – e o xixi das crianças caía sobre a cabeça dos espectadores.
Registra-se também, uma passagem tragicômica, quando a morte do ator Eugênio Costa Campos, foi calorosamente aplaudida.
O público supunha que o pobre ator estava representando seu papel.
Mas não, estava morto mesmo.
Depois, passeando pela cidade, os turistas foram visitar o Museu das Cavalhadas.
Nesta casa, Dona Maria Eunice, velha moradora de Pirenópolis, montou o museu na sala de sua casa.
São roupas e adereços usados na Cavalhada, assunto que Dona Maria conhece demais, e não se cansa de falar nele.
As aulas são informais e gratuitas.
No Museu da Família Pompeu, os turistas puderam ver o mobiliário e objetos de famílias tradicionais da cidade.
O prédio, do século XVIII, tem vocação pioneira: abrigou a primeira Tipografia do estado, a primeira Biblioteca Pública, a primeira banda de música.
Aliás, é aqui que acontecem os ensaios da Banda Phoenix, que toca na festa do Divino desde 1892.
Mais tarde, os cinco companheiros de viagem, foram passear pela Serra dos Pireneus.
Por trilhas ecológicas, avistaram vinte e seis cachoeiras enfeitadas de orquídeas.
Finalmente, ao chegarem no pico dos Montes Pireneus, a mil trezentos e oitenta e cinco metros de altitude, os cinco viajantes puderam se deslumbrar com a vista do vale e da cidade.
Como era época de lua cheia, os moradores também subiram o pico, e lá acamparam.
Depois, rezaram, realizaram batizados e pagaram promessas.
Trata-se da afamada Romaria da Santíssima Trindade, igualmente chamada de Festa da Lua.
Após, Lúcio, Flávio, Fábio, Agemiro e Felipe, voltaram para a cidade e finalmente foram assistir a Festa do Divino.
A festa, realizada quarenta dias após a páscoa, é a mais tradicional do gênero no país.
São doze dias de comes e bebes na Casa do Imperador – sorteado na cidade desde o século XVIII entre os moradores candidatos.
À original festa de origem portuguesa, foram incorporadas manifestações da cultura indígena e negra, e hoje o Divino é marcado por cortejos profanos e religiosos – são novenas, procissões, missas, reisados, congadas e danças carajás.
Os três dias de Cavalhada, são o auge da folia. Isso por que, cada dia representa uma passagem da luta de conversão dos mouros ao cristianismo – a batalha, o batismo, a confraternização.
Os figurinos são produzidos pelas costureiras que capricham nas roupas de veludo e cetim.
A festa honra o nome: é divina.
Assim, os turistas passaram longos dias aproveitando uma das festas mais espetaculares que já tinham visto.
Depois, inebriados com a beleza da cidade, foram ávidos conhecer os ateliês: de móveis do designer Maurício Azeredo; de esculturas de Flora Karan; e de artes plásticas de Ita Pereira.
Mais tarde, quando foram visitar os ateliês dos bijuteristas, os cinco turistas puderam ver delicadas peças feitas em prata, algumas inclusive, incrustadas de pedras preciosas.
Tudo isso em razão da fama nacional de Pirenópolis, considerada o maior centro de arte com prata do Brasil.
Além disso, visitando outros ateliês, viram artesanato feito em barro, palha, e até mesmo em tecidos.
Mais tarde, seguiram para Anápolis.
Pelas janelas da aeronave, puderam admiram o centro da cidade, com sua ampla praça e sua igreja.
Ao circularem pela cidade, descobriram que além de ser uma linda cidade, Anápolis é também um importante centro industrial.
Não bastasse isso, o edifício da reitoria da Universidade Federal de Goiás, era bastante imponente.
Em seguida, a bordo do monomotor, durante o passeio aéreo pela região, os turistas puderam avistar o Rio Araguaia.
Das alturas, também avistaram a Ilha do Bananal, e os bancos de areia formados durante o período da estiagem.
Nesse ponto, o rio, formando dois braços, cria a referida ilha.
Nesta ilha vivem índios da Tribo Carajá.
Estes índios costumam dançar o ritual aruanã.
Nisso, os cinco viajantes, também puderam ver os pescadores em seu trabalho no Araguaia.
Cuidadosos, lançam suas redes e calmamente esperam pelo resultado do trabalho.
Caudaloso, o Rio Araguaia, possuí uma largura média de mil e seiscentos metros.
Por fim, depois desse passeio, os turistas aproveitaram para conhecer Goiás.
Antiga capital do estado, os turistas caminharam por suas ruas históricas e conheceram os principais marcos da cidade.
Na Rua da Abadia, de paralelepípedos, os turistas puderam se dar conta da antigüidade da região.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 90

CAPÍTULO 90 

Com isso, os cinco rapazes despediram-se da região, e prosseguiram o passeio rumo a região do Pantanal.
Assim, aproveitaram para passearem de chalana – o barco da região.
Prevenidos que eram, aproveitaram para fazer o passeio logo cedo.
Com isso, antes mesmo do sol nascer, já estavam prontos para o passeio.
O próprio barqueiro aos vê-los esperando no ponto combinado, se surpreendeu.
Isso por que, os turistas haviam chegado ao ponto combinado, antes dele.
Porém, a despeito da espera, os cincos rapazes foram recompensados com um belíssimo passeio.
Logo que o sol nasceu, as aves se aproximaram do rio e uma gama enorme de animais, ficaram a espreitar por detrás das árvores.
Encantados, se admiraram ao ver uma espécie de foca brincando entre os aguapés.
O barqueiro então, percebendo a admiração dos turistas, comentou:
-- É uma ariranha. Tem uma pele macia e marrom. É muito cobiçada pelos caçadores que a utilizam para fazer tapetes e casacos.
E assim o passeio prosseguiu.
No final da tarde, os espetáculos dos ninhais – a revoada dos pássaros de volta aos ninhos – , surpreendeu e encantou a todos.
Neste evento, as garças, os colhereiros e as araras aterrissam em bandos e escolhem uma árvore para passar a noite.
E assim, os cantos, os pios, alaridos e zumbidos vão silenciando conforme caí a noite.
E assim encerrou-se o passeio.
Deslumbrante passeio.
No dia seguinte, animados, passearam de cavalo, acompanhados de um guia, pela região.
Durante o passeio, o guia comentou sobre a região, e também sobre as características do animal.
Para ele, o cavalo pantaneiro é paciente e bom de trote.
Mistura antiga dos andaluzes espanhóis, proporciona agradáveis cavalgadas por entre as baías e salinas – lagoas de água doce e salobra, as quais eram viveiros naturais das aves.
Enquanto falava, ao ver uma carandá – espécie de palmeira que guarda ninhos – pediu para que os turistas prestassem atenção na árvore.
Ao se aproximarem de uma cambará, o guia fez a mesma coisa.
A cambará, é uma árvore grandiosa e com flores amarelas, que mais parecem candelabros. Deslumbrante, de longe já chama a atenção.
Mais tarde, depois de encerrado o passeio a cavalo, e aproveitando um dia de sol, os turistas acompanharam o trabalho dos peões com o gado.
Durante o trabalho, os peões laçam baguás, bois bravos e enfrentam touros.
Por fim, aproveitaram também, para fazer um passeio de jipe.
Com a ajuda do veículo, os turistas conseguiram vencer trilhas que seriam impossíveis de serem percorridas com outro meio de transporte.
Dessa forma, visitaram fazendas e avistaram inúmeras áreas verdes.
Durante o percurso, tiveram o prazer de ouvir a afinadíssima orquestra de bem-te-vis, sábias-do-brejo, colhereiros de plumagem salmão, bicos-de-prata, araras-azuis, e outras centenas de pássaros.
Nesta sinfonia, a saracura macho canta: “Manhã eu vou”.
E a fêmea responde: “Não vem hoje”.
Já a Aracuã fêmea implora: “Quero casar”.
E o macho ameaça: “Para matar”.
A araponga verde, emite um som que mais parece uma bigorna.
O saci, de pescoço fino, topete, cauda longa e larga, produz um canto assim: “Sem fim, sem fim ...”  O tuiuiú, ave símbolo do Pantanal, possuí um metro de altura e oito quilos.
Considerada o urubu do lugar, come todos os restos de animais.
Com suas penas azuis, sua cabeça negra e seu pescoço vermelho, impressiona.
Grandiosa, não é a toa que se tornou o símbolo da região.
Os turistas, em meio a natureza, ficaram deslumbrados.
Porém, conforme os dias passaram foi se aproximando o momento de prosseguirem em sua longa viagem.
Os viajantes também precisavam conhecer, o estado de Goiás.
Assim, na hora da partida, aproveitaram para se despedirem dos simpáticos anfitriões.
Sim por que durante as semanas em que passearam e admiraram a linda paisagem do Pantanal, os cinco rapazes foram muito bem recebidos em todos os lugares que passaram.
Fazendeiros e donos de pousadas, sempre os trataram muito bem.
Tão bem que certamente, além da belíssima paisagem da região, os cinco turistas, guardariam na memória a lembranças de todas as pessoas que os receberam bem, nas regiões por onde passaram.
Porém, chegada a hora de partir, os turistas subiram na aeronave e partiram em direção ao estado de Goiás.
Da aeronave, antes mesmo de pousarem, os viajantes puderam se encantar com as paisagens aéreas da cidade de Goiânia.
Ao verem o Rio Araguaia, nas proximidades da Ilha do Bananal, os turistas puderam se deslumbrar com a visão de enormes bancos de areia formados durante o período da estiagem.
Ao chegarem à cidade de Goiânia, verificaram que, com inúmeros prédios, a cidade foi planejada para ser a sede administrativa e política do estado.
E foi com essa imagem que os turistas, interessados em conhecer a cidade mais de perto, pousaram em suas proximidades.
Assim que pisaram em terra firme, foram procurar uma pousada para se hospedarem.
Em seguida, passaram a circular pelas ruas do lugar.
E assim, caminhando puderam constatar o que já haviam visto das alturas.
Que apesar dos inúmeros prédios que circundam a cidade, a região possuí inúmeras áreas verdes.
Dessa forma, caminhando e percebendo inúmeras áreas verdes na região, conheceram a Praça Cívica, lugar de onde irradiam as principais avenidas da cidade.
No Palácio das Esmeraldas – sede do governo estadual - , os turistas puderam conhecer um pouco mais sobre a história da cidade.
Além disso, conheceram o Chafariz da Boa Morte.
Ao visitarem o Monumento às Nações Indígenas, conheceram a grande obra do artista Siron Franco, solicitada pelos indígenas durante a Eco 92.
Constituída por quinhentas colunas colunas de concreto, todas com dois metros e vinte centímetros, contém objetos e inscrições indígenas, da pedra lascada até hoje.
Ademais, a vista aérea desta imponente escultura de seis mil metros quadrados, revela o mapa do Brasil, e de acordo com a hora do dia, a sombra desenha uma nova figura.
Impressionados com a visão do monumento, os cinco rapazes, mais do que depressa, foram visitar o Monumento à Paz Mundial.
Neste lugar, terra dos quatros cantos do mundo, está misturada numa ampulheta de sete metros de altura, estilizada em concreto e vidro, com capacidade para quarenta toneladas.
Nesse monumento, mais de cinqüenta países já estão representados.
Do Japão por exemplo, veio um punhado de areia com grãos em formato de estrela.
Além disso, todo ano, quatro outros países enviam sua terra.
Desta forma, a cerimônia de adesão acontece no dia mundial do meio ambiente.
Nesse dia, as crianças vestem roupas típicas dos países, e depositam a terra no monumento.
Também é uma magnífica obra de Siron Franco.
Ao conhecerem o Monumento às Três Raças, da escultora de Neusa Morais, em bronze e granito, que representa três operários – um negro, um branco e um índio –, simbolizando a miscigenação dos trabalhadores que construíram a cidade, os turistas ficaram encantados.
Depois, foram conhecer o Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás.
A exposição permanente ‘Expressão da Vida’ é uma aula sobre as pesquisas da universidade.
Nesta exposição, o turista pode escolher três circuitos: Cultura Indígena Atual, Arqueologia e Tecelagem Artesanal de Goiás.
Nesses circuitos, índios do Tocantis e do Xingu, dão aulas sobre a própria cultura e participam da organização da mostra.
Entre as duzentas e dezessete peças expostas, estão cerâmicas, cestas, esculturas, canoas, arte plumária e fragmentos de fotos sobre arqueologia.
No dia seguinte, os cinco turistas foram conhecer o Museu Pedro Ludovico. Lá, as memórias do fundador da cidade, estão guardadas na casa salmão de estilo art-decô, onde viveu.
Entre elas estão fotos, porcelanas, cristais, pratarias e documentos que detalham a história de Goiás e de Goiânia.
No Bosque dos Buritis, os cinco rapazes, conheceram um patrimônio paisagístico no centro da cidade, com cento e quarenta e um mil metros quadrados, de coqueiros, buritis e árvores nativas de grande porte.
Aos domingos, ‘Domingo é Dia de Bosque’, é o programa musical que rola no parque.
Neste bosque, é inevitável o convite para o cooper matinal.
No local há ainda, lanchonetes, sanitários e o Museu de Arte de Goiânia.
O museu, composto de obras de quinhentos e sessenta e sete artistas brasileiros, é um convite a arte.
Neste acervo estão obras de Tomie Othake, Carlos Scliar, Siron Franco, Guido Viaro e Humberto Espíndola.
Com isso, Fábio, Lúcio, Agemiro, Flávio e Felipe, passaram todo o dia no parque.
Também, com tantas atrações num só lugar, dedicar um dia exclusivamente ao Bosque dos Buritis, era indispensável.
Porém, no dia seguinte, aproveitaram para visitar vários lugares.
Assim, visitaram o Bosque Mutirama.
O lugar, com um viveiro de plantas de noventa e oito mil metros quadrados, criado por biólogos, encanta os passantes.
Além disso, o parque de diversões, em meio a angicos, perobas, flamboyants e quaresmeiras, é um colírio para os olhos, não só das crianças, como dos adultos também.
Depois, visitaram o Jardim Botânico Chico Mendes.
Os cem hectares do jardim, abrigam um lago e uma reserva biológica com árvores frutíferas, plantas usadas em tinturaria, orquídeas e bromélias.
Ademais, a trilha sonora do lugar, é o som das aves do cerrado.
Circulando pelas ruas da cidade, os cinco viajantes puderam ver, pintados na fachada de oito prédios, oito pinturas de tucanos, boiadas do cerrado e desenhos abstratos, numa espécie de mini-galeria a céu aberto.
O projeto era dessas pinturas chegarem até os coletivos, porém com a crise, somente algumas linhas mantém suas obras e cores ambulantes.
Os turistas, encantados com as belezas do lugar, resolveram visitar também, a Feira da Lua, realizada sábado a noite na cidade.
Lá havia de tudo, desde quitutes caseiros a incensos.
No dia seguinte, visitaram outra feira, onde visitaram barracas de artesanato, comida natural e roupas.
A seguir, conheceram a Feira Hippie, onde, entre as seis mil barracas, havia uma imensa variedade de brincos, pulseiras, roupas e brinquedos.
Á tarde visitaram a Feira do Sol, onde há artesanato de couro, madeira e pedras.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

COISAS DO BRASIL PARTE 2 – REGIÕES NORTE E CENTRO OESTE - CAPÍTULO 89

CAPÍTULO 89 

Com isso, ao final de alguns dias, mais uma vez se despediram dos moradores do lugar e novamente partiram.
Acomodados na aeronave, puderam avistar o Pantanal, suas aves e suas lagoas salgadas.
O lugar, um paraíso terrestre, convidava a todos para que se repousasse seus olhos nele.
Extasiados com a natureza do lugar, quando finalmente desceram em Campo Grande – Capital do Estado de Mato Grosso do Sul –, os viajantes puderam se dar conta de que muito mais do que abrigo de uma das florestas mais exuberantes do mundo, a região possuí belas cidades com bastante infra-estrutura.
Contudo, muito além disso, a cidade é acolhedora.
Isso por que, avenidas arborizadas são cortadas por ruazinhas calmas, que formam um verdadeiro tabuleiro de xadrez.
Além disso, a cidade é plana e cheia de verdejantes paisagens.
A população mestiça, é uma mistura de perfis índios, bolivianos, paraguaios e mestiços.
Em razão disso a cidade carrega um leve sotaque castelhano.
Ao se deparem com estas características, Agemiro, Felipe, Fábio, Flávio e Lúcio, se deram conta do quanto o Brasil é diverso e plural.
Animados com essa diversidade cultural, os cinco companheiros de viagem, passaram a percorrer as principais ruas da cidade.
Assim, passearam pelo Solar dos Baís, também conhecida como Pensão Pimentel.
Considerado um marco histórico da cidade, foi o primeiro sobrado da Avenida Noroeste, pioneiro no uso de alvenaria, foi originalmente coberto de telhas de ardósia vindas da Itália.
Além disso, o dono conseguiu que a estrada de ferro passasse ao lado da construção.
Porém, ironicamente, acabou sendo atropelado pelo trem.
O edifício com dois pavimentos, tem fachadas em estilo neoclássico e amplas bandeiras de ferro sobre as portas.
Funcionou como pensão durante os anos de 1938 até 1979.
Tombado e recuperado, tornou-se centro de Informações Turísticas e Culturais.
No Museu de Arte Contemporânea, os turistas se deslumbraram com um acervo de obras de artistas locais e de outros artistas brasileiros – doadas por Pietro Maria Bardi, que embelezam o lugar.
Há ainda, quarenta quadros do início do século da coleção da família Baís, proprietária do Solar dos Baís.
Em suas caminhadas, os cinco rapazes acabaram chegando até o Parque dos Três Poderes.
Lá, bem no meio do parque, está o Palácio do Governo e os órgãos esportivos do estado.
O parque tem reserva ecológica, lago, quadras esportivas e centro de convenções.
Andando pelo lugar, vê-se muitos moradores que aproveitavam o parque como área de lazer.
Desta forma, os turistas, aproveitando para descansar, aproveitaram para se sentar um pouco, e tirar algumas fotos do parque.
Depois, foram até o Museu de Ofiologia – Serpentário, onde uma exposição de serpentes muito comuns no Pantanal, impressionou os turistas.
No Espaço Eme-Ene Cultural, os rapazes puderam apreciar modas de viola, folclore andino, guarânias, acompanhados de comidas típicas, bem como de bebidas.
Para Lúcio, Flávio, Agemiro, Fábio e Felipe, apreciar aquela apresentação foi muito interessante.
Principalmente para Lúcio e Felipe, que durante os momentos de descanso, aproveitavam para fazer anotações sobre o passeio que estava fazendo.
No dia seguinte, interessados em conhecer um pouco mais sobre a região, visitaram o Museu Dom Bosco.
Considerado o museu possuidor do mais rico acervo de história natural e cultural indígena do estado, tem em seus ambientes, centenas de objetos das tribos Bororo, Xavante, Carajá, Moro e de índios do Rio Uaupés, colecionadas pelos padres salesianos.
O museu abriga também, fósseis de conchas da Austrália, Flórida e Itália – com sete ou oito milhões de anos –, pontas de lanças da Idade da Pedra Lascada, urnas funerárias pré-colombianas – encontradas no Pantanal –, uma coleção de conchas moluscos, mais de oito mil borboletas, dois mil e oitocentos animais empalhados, além de bonecas de palha confeccionadas por crianças indígenas e carimbos de madeira com motivos figurativos.
Com isso, depois de conhecerem a cidade, aproveitaram para visitar Bonito.
Contudo, sabendo que boa parte dos lugares que iriam visitar eram propriedades particulares, tiveram o cuidado de antes, agendar a viagem, e assim, não serem surpreendidos com eventos desagradáveis.
Prontos para a viagem, arrumaram mais uma vez as malas e de monomotor, rumaram para a bela região de bonito.
Ao pousarem em uma das inúmeras fazendas da região, os turistas puderam se deslumbrar com um cenário estonteante.
Cavernas que de tão bem esculpidas, pareciam catedrais góticas, com esculturas naturais, moldadas pacientemente por milhares de anos pela natureza.
No interior dessas cavernas, gelados riachos, brilham como pedras preciosas, refletindo os raios de sol.
Nesta região existe uma profusão de cascatas, rios, peixes coloridos, e uma vasta vegetação.
Na Gruta do Lago Azul – na Fazenda Anhumas –, como o próprio nome leva a acreditar, um inacreditável azul turquesa convidava os cinco turistas a um delicioso passeio por seu interior.
Ao visitarem a gruta, o guia lhes explicou que o lugar foi descoberto pelos índios Terena em 1924.
Entre as sete e meia e nove e meia da manhã, um raio de sol penetra através da entrada da caverna, tingindo a água de um azul intenso, e o vapor que sobe, banhado pela luz, reflete um arco-íris no ar.
No alto da gruta estão as estalactites, que, refletidas na superfície do lago, duplicam a imagem, como se as mesmas também existissem no fundo do lago.
Mas para se chegar ao lado, é necessário empenho.
E assim os turistas, ansiosos por conhecerem em detalhes o lugar, desceram duzentos e noventa e quatro degraus, a partir da entrada da gruta.
Contudo, para desapontamento dos cinco rapazes, é proibido tocar na água, para que seja preservado seu rico ecossistema.
No entanto, ainda assim, para eles, valeu a pena.
Além disso, puderam descobrir, através de informações com o guia, que em 1992, mergulhadores brasileiros e franceses descobriram fósseis de animais pré-históricos, como um bicho preguiça gigante, e uma espécie de camarão de sete milímetros só encontrada nesta gruta.
Ademais, ainda tinham muito mais coisas para verem.
Na Baía Bonita, conheceram um aquário distante sete quilômetros da cidade.
A nascente do Rio Formoso forma uma lagoa de águas transparentes.
Lembra um aquário decorado com plantas exóticas.
Além disso, com máscara e snorkel, é possível mergulhar e se ver cercado de cardumes de peixes, como o dourado e curimbas azulados, de até trinta centímetros.
E assim, diante da beleza convidativa do lugar, os turistas, após a visita ao aquário, aproveitaram para também, mergulharem nas águas do rio.
No dia seguinte, visitaram a Fazenda São Geraldo e conheceram o Rio Sucuri.
Ao chegarem, se dirigiram logo para a nascente do rio e deixaram-se levar pelas corredeiras.
Além disso, ao redor do rio, uma bela mata virgem, completava a paisagem.
Na Fazenda Cachoeira, ao percorrerem o Rio Formoso em botes infláveis, puderam extravasar toda a adrenalina em um passeio por suas corredeiras.
Porém, qual não foi a surpresa dos rapazes, ao se darem conta, depois de algum tempo, que as águas se tornaram calmas, e os mesmos se depararam com florestas virgens, tucanos, araras, veados, e até uma onça.
Como estava quente, não havia sucuris escondidas.
E mais, à beira do rio, está o Balneário Municipal, com chalés, área de camping e piscinas naturais.
Ao se depararem com o magnífico lugar, os turistas fizeram questão de ficar ao menos por algumas horas, por lá.
Não podiam mesmo perder a oportunidade de apreciar a natureza do lugar.
Tudo ali era lindo.
Porém, depois de passadas algumas horas, retornaram ao percurso original.
Assim, mais tarde puderam visitar o Rio dos Peixes, na Fazenda Água Viva.
Ao chegarem na Fazenda, para finalmente ficarem próximos ao rio, tiveram que caminhar por uma trilha que levava a cachoeiras, piscinas naturais – onde a correnteza faz massagem nas costas – e cavernas submersas.
Durante o trajeto, também puderam ver e se deslumbrar com uma cascata de três metros e com um poço – de onde se pode saltar até um lago cristalino, nome de cardumes de peixes.
Foi isso que fizeram os turistas, ao chegarem neste lugar.
Desta forma, passaram longas horas se divertindo.
Após, na Fazenda Baía das Garças, percorrendo, com a ajuda de um guia, uma trilha no meio da floresta, na descida de um rio, avistaram cachoeiras encantadoras.
E caminhando, acabaram encontrando a Cachoeira do Aquidabã, com cento e vinte metros, e muito bonita vista de cima.
De lá pode se ver o Pantanal do Nabileque, a Serra da Bodoquena, e a reserva indígena dos Cadivéus.
Lá também conheceram o Rio Aquidabã.
Já na Fazenda do Mimoso, avistaram águas azuis.
Este lugar é um ponto de mergulho.
Ali, um lago cristalino se estende por trezentos metros, penetrando em galerias formadas por paredes esculpidas pelas águas, decoradas com estalagmites.
Em total obscuridade, a caverna pode ser vista através da luz da lanterna dos mergulhadores, que focaliza a belíssima Gruta do Mimoso.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.