Poesias

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

COISAS DO BRASIL PARTE 4 – REGIÃO SUDESTE - CAPÍTULO 24

Em Minas Gerais, os turistas, ao chegarem em Belo Horizonte, foram logo conhecer a Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem. 
Em estilo gótico, tem vitrais altar-mor em mármore de Carrara, e é um deslumbre! 
No Museu Mineiro, os turistas conheceram um casarão neoclássico, com delicadas pinturas nos forros.
Oratórios mineiros e imagens de Sant’Ana e São José de Botas, do século dezessete, além de seis telas do mestre Athayde, o maior pintor do barroco mineiro, fazem parte da atração. 
No Museu de História Natural, os turistas constataram que junto a este, estão encravados, seiscentos e quarenta mil metros quadrados de matas do Jardim Botânico. 
A grande atração é o esqueleto do homem de mil anos de Lagoa Santa (Minas Gerais) e réplica de ossadas de animais pré-históricos. 
O presépio do Peripau rouba a cena: o conjunto animado de quinhentas e oitenta peças de madeira tem quase cem anos, e apresenta cenas bíblicas e típicas mineiras. 
Passeando no Palácio das Artes, os rapazes, conheceram o projeto inicial de Niemeyer. 
Reúne teatros, cinemas e lojas de artesanato. No Palácio do Governo, os turistas observaram a construção em estilo neoclássico, com salões decorados com pinturas, lustres de cristal e móveis Luís XV, e uma escada de ferro art noveau belga, ornamentada com flores e folhagens.
Ao lado, no Palácio dos Despachos, painel de Portinari sobre a Inconfidência Mineira. 
Passando pela Praça da Liberdade, os turistas observaram que esta é cortada por uma belíssima alameda de palmeiras imperiais. 
Tem jardins franceses, coreto, fontes e estátuas de mármore Carrara. 
Em volta, construções neoclássicas do final do século dezenove e dois projetos de Niemeyer: a Biblioteca Pública, e um prédio que lembra o paulistano Copan, onde morou Risoleta – viúva de Tancredo Neves. 
No Parque Américo René Gianetti, os turistas se depararam com a principal área de lazer do centro.
Tem cento e oitenta mil metros quadrados de bosques, duas mil espécies de árvores, orquidário e lago com barcos a remo. 
Já no Parque Florestal das Mangabeiras, os viajantes, observaram que, na encosta da Serra do Curral, uma área de dois milhões e trezentos mil metros quadrados de campos, cerrado e Mata Atlântica, leva a assinatura de Burle Marx. 
Caxinguelês, micos-estrelas e tatus, são vistos nos passeios pelas trilhas. 
Para os preguiçosos, circuito interno de micro-ônibus. 
No Mirante das Mangabeiras, um belo cenário se descortina diante dos olhos dos turistas, admiradores de Belô. 
Após, na Estação Ferroviária, os turistas conheceram um prédio magnífico em estilo neoclássico. 
Mas a grande atração é uma maquete com trezentos metros quadrados de área, onde locomotivas circulam por uma cidade em miniatura. 
A miniferrovia é aberta ao público somente aos sábados. 
Na Pampulhas, os turistas trataram logo de ir até a lagoa. 
Ao redor da lagoa artificial – circundada pelos dezoito quilômetros da Avenida Otacílio Negrão de Lima –, o projeto arquitetônico deu o que falar nos anos quarentas. 
Encomendado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek ao arquiteto Oscar Niemeyer, um desconhecido na época, a Pampulha reúne os papas do modernismo: Candido Portinari, Burle Marx e Alfredo Ceschiatti. 
Aproveitando o ensejo, os turistas fizeram um passeio de barco, que sai perto da Igreja de São Francisco. 
O projeto foi concebido para ser visto da lagoa. 
Passeando pela Igreja de São Francisco de Assis, os turistas descobriram que esta foi inaugurada em 1945, e que ficou fechada por catorze anos. 
As autoridades eclesiásticas não aprovaram o projeto. 
Além do choque causado pela arquitetura revolucionária das abóbadas parabólicas, as linhas da torre do sino e da fachada, lembram uma foice e um martelo – símbolos do comunismo. 
É uma obra prima da moderna arquitetura brasileira. 
Dentro, a mão de Portinari, nos ‘Catorze Passos da Paixão’, nos azulejos e no painel sobre a vida de São Francisco. 
Repare na figura do santo: o lado direito mostra sinais de riqueza e o esquerdo, com faces encovadas e vestes puídas, a opção pelo voto de pobreza. 
No batistério, painéis de bronze do escultor Ceschiatti. 
O paisagismo é de Burle Marx. 
Na Casa de Baile, os turistas se encantaram com a construção à beira do lago, de forma circular e de vidro projetada por Niemeyer, para ser um salão de baile popular, e que virou restaurante. 
No Museu de Arte, em reforma até pouco tempo atrás, os turistas observaram em salas luxuosas, obras de Portinari, Di Cavalcanti, Guignard, Ianelli. 
Foi cassino até 1946 e tem paredes revestidas de ônix e espelhos de cristal. 
O projeto é Niemeyer e os jardins são de Burle Marx. 
Mais tarde no Iate Tênis Clube, os turistas ficaram intrigados com os tetos inclinados ao contrário, como asas de borboleta, e que também são de Niemeyer. 
Após, passearam pela Feira de Antigüidades e Comidas Típicas. 
No Museu da Cachaça, os turistas se depararam com uma coleção de duas mil marcas, bem como a visita ao Alambique Vale Verde. 
A seguir, os turistas foram passear a cavalo, em trilhas por montanhas, matas e riachos. 
Mais tarde, os turistas foram comprar artesanato de barro, couro, pedra e metal, em meio a três mil artesãos. 
Lá tem também, peças de cerâmica e tear do Jequitinhonha na Codevale. 
Em Ouro Preto, os turistas visitaram a Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar. 
De 1733, uma das mais ricas em ouro e prata do Brasil. 
Os retábulos laterais e o altar-mor, trabalhados folheados a ouro, mostram o auge do barroco e da mineração no século dezoito. 
O esplendor dos quatrocentos e setenta e dois anjos, e dos quatrocentos e trinta quatro quilogramas de ouro que recobrem as talhas, é reforçado pela música barroca que ecoa na igreja. 
No teto de caixotão em baixo-relevo, a pintura ilusionista da época: da porta principal vê-se o cordeiro sobre a cruz; da capela principal, ele se esconde embaixo dela. 
A imagem de Nossa Senhora dos Passos doada pela Espanha gerou a expressão ‘conto do vigário’.
Como existia outra matriz – a de Nossa Senhora de Conceição –, os párocos disputaram o santo. 
O vigário de Pilar sugeriu que um burro fosse solto, carregando a imagem. 
Dependendo de seu destino, a escolha estaria feita. 
O burro rumou direto para Pilar. 
Tarde demais se demais se descobriu que ela era do padre de lá. 
Na sacristia, o Museu da Prataria mostra objetos de arte sacra e um oratório de madeira de Aleijadinho. Passando pela Igreja São Francisco de Assis, os turistas observaram as obras primas dos mestres do barroco mineiro, como Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde, construída entre 1765 à 1810.
Aleijadinho fez o projeto. 
Na portada dois medalhões de pedra sabão: um com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, outro com São Francisco recebendo as cinco chagas de Cristo, no Monte Alverne. 
Os santos, esculturas e pinturas transmitem a aceitação do sofrimento através da imagem da Paixão de Cristo, e dos votos franciscanos. 
Também de Aleijadinho o retábulo do altar-mor e o púlpito. 
No forro da nave, pintura tridimensional de Athayde apresenta Nossa Senhora da Conceição cercada de anjos, todos com feições de mulatos. 
Na Igreja Nossa Senhora do Carmo, os turistas se depararam com a edificação de 1772. 
O projeto é do pai de Aleijadinho, Manoel Francisco Lisboa, que morreu e foi substituído pelo filho.
Além de modificar a obra, Aleijadinho fez o trabalho de pedra-sabão na portada, o lavabo da sacristia e as talhas dos altares de São João Batista e Nossa Senhora da Piedade. 
A pintura do forro e o dourado do altar-mor são de Athayde. 
Os azulejos de faiança portuguesa da capela-mor sobre Nossa Senhora do Carmo, são os únicos em igrejas mineiras. 
Ao passarem na Igreja Santa Ifigênia, os turistas observaram a obra de sessenta anos (1730–1790), também projeto do pai de Aleijadinho. 
Há quem diga que foi erguida por Chico Rei e sua tribo, com pó de ouro trazido pelas escravas nos cabelos. 
As imagens dos santos são todas negras. 
Na pintura do forro, um papa negro, que nunca existiu. 
Entalhes de anjos, pelicanos, búzios e cascos de tartarugas. 
Na Igreja do Rosário, os turistas conheceram a edificação erigida em 1785. 
A rara fachada circular contrasta com o interior simples. 
A imagem de Santa Helena é atribuída a Aleijadinho. 
Ao passarem na Matriz Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, os turistas descobriram que esta construção, substituiu a capela erguida em 1699 pelo bandeirante Antônio Dias, fundador de Vila Rica.
Construída entre 1727 e 1760 pelo pai de Aleijadinho, é a maior da cidade, rica em trabalhos barrocos.
Na sacristia, obras de Aleijadinho – com mesa funerária de jacarandá, e busto de pedra sabão de São Francisco de Paula. 
No altar de Nossa Senhora da Boa Morte está sepultado o artista. 
Depois, os viajantes foram conhecer a Capela Padre Faria. 
Construída em 1710, é a mais antiga. 
Possuí fachada simples e rico interior de talha dourada, em estilos barroco e rococó. 
A torre lembra um templo chinês. 
Após, os turistas foram conhecer o Museu da Inconfidência. 
Em estilo neoclássico, é cercado por uma balaustrada de pedra-sabão. 
Reúne documentos e objetos sobre a Inconfidência Mineira (1789), móveis e objetos sacros do século dezoito. 
No panteão estão os restos mortais dos inconfidentes, com a bandeira do movimento, ‘Libertas quae sera tamen’ (Liberdade ainda que tardia). 
Guarda os autos da Devassa, pedaços da forca de Tiradentes e uma imagem de São Jorge – feita por Aleijadinho em cedro – que ficou anos na prisão: sua lança matou um escravo durante uma procissão.
No dia seguinte, os turistas foram conhecer o Museu de Mineralogia. 
Antigo palácio dos governadores de 1760, abriga o Museu e a Escola de Minas, criada por Dom Pedro II, em 1876. 
Tem uma das maiores coleções de minérios do mundo – são vinte e três mil amostras. 
Ouro em pepitas, veios e quartzo, diamantes, topázios e paládio, o ouro preto que deu nome a cidade. 
No Museu Guignard, os turistas visitaram a antiga casa do pintor Alberto da Veiga Guignard. 
Lá estão pinturas, desenhos e objetos do artista. 
A seguir na Casa dos Contos, com fachada de nove janelões e sacadas, o casarão de 1874, é um dos mais belos de Ouro Preto. 
Foi residência de um rico coletor de impostos, casa de fundição e prisão de inconfidentes, entre eles Cláudio Manoel da Costa, encontrado morto em um dos aposentos. 
Este local, abriga atualmente, o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, com réplicas de antigas moedas do Brasil. 
Entre os documentos, uma procuração assinada por Tiradentes e a lista dos países de destino dos inconfidentes degredados. 
No Teatro Municipal, os turistas se deslumbraram com a Casa de Ópera de Vila Rica, com frontão triangular, lembrando uma construção grega. 
Tem quatrocentos lugares e acústica perfeita. 
Em 1994, sediou reunião do Mercosul. 
Passeando na Praça Tiradentes, os turistas observaram a construção, do século dezoito, a principal da cidade, rodeada de casarões coloniais e calçadas de pedras. 
No centro, desde 1894, a Estátua de Tiradentes, de bronze e de granito, marca o lugar em que ficou exposta a cabeça do alferes, enforcado no Rio em 1792. 
Visitando a Casa de Gonzaga, os turistas conheceram a residência do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, o Dirceu de Marília, e que hoje abriga a Secretaria de Cultura. 
A seguir, os turistas foram observar os chafarizes. 
São dezenove. Abasteciam a cidade e ainda fornecem água limpa. 
O mais famoso é o de Marília de Dirceu – na Praça Dirceu – de 1758, de granito, com quatro carrancas feitas pelo pai de Aleijadinho. 
No Alto da Cruz, fonte de 1750, com um busto de mulher atribuído a Aleijadinho. 
Quando foram conhecer os oratórios, os viajantes constataram que apesar de muitos, só sobraram dois: o de Nosso Senhor do Bom Despacho e o de Santa Cruz. 
Foram construídos para afugentar maus espíritos. 
Passeando pela Mina Chico Rei, os turistas se depararam, no quintal de Maria Bárbara, com as galerias da Mina de Encardideira, encontradas por acaso em 1946 por um de seus filhos. 
Segundo a tradição, pertenceu a Chico Rei, rei africano que veio como escravo para o Brasil. 
Com o ouro ele comprara a alforria de seus súditos. 
Mais tarde, os viajantes foram conhecer o Mirante do Morro. 
De lá, tiveram uma vista panorâmica da cidade. 
Na Cachoeira das Andorinhas, os turistas observaram a nascente do Rio das Velhas, mergulhar dentro de uma gruta, e cair como uma ducha de dez metros. 
Rochas curiosas, como a pedra do Jacaré, encantaram os turistas, que aproveitaram para se banhar na Cascata Véu de Noiva. 
No horizonte, o perfil azul da Serra da Caraça. 
Passando pelo Mosteiro Zen Budista Pico de Raios, os turistas se depararam com um santuário de pedra, cercado de jardins a um mil e quinhentos metros de altitude. 
Lugar propício para retiro e meditação. 
A seguir, os turistas foram conhecer Lavras Novas. 
Lá se depararam com vestígios da estrada real que ligava Minas ao Rio, tendo como paisagem um mar de montanhas. 
Artesanato de taquara e Cachoeiras Pingo d’Água, Pingo de Cristal e Falcão. 
Após, foram assistir ao Festival de Inverno. 
Em julho, a Universidade Federal de Minas transforma a cidade em um enorme espaço cultural: são shows, recitais, exposições, danças, teatro e oficinas. 
Depois, os turistas foram comprar artesanato em pedra sabão, madeira, metal e pedras preciosas. 
Em Mariana, os turistas foram conhecer a Catedral da Sé. 
A construção de 1709, é toda feita de taipa de pilão. 
O lavabo da sacristia é atribuído a Aleijadinho. 
A pintura do batismo de Jesus é do mestre Athayde, filho da cidade, maior pintor barroco mineiro. 
Às sextas e domingos, a Sé revive o século dezoito: o som barroco invade sua nave através dos novecentos e sessenta e quatro tubos (o maior de dois metros e quatrocentos centímetros) do órgão alemão Arp Schnitger, famoso em todo o mundo. 
Fabricado em 1701 e doado em 1751, por Dom João V, cruzou o oceano e viajou no lombo de um burro até Mariana. 
Decorado com motivos chineses e esculturas de anjos, ele ganha vida nas mãos da paulista Elisa Freixo, que desde de 1988 faz concertos didáticos gratuitos. 
Passeando pela Igreja Nossa Senhora do Carmo, os turistas observaram uma bela construção de 1784.
Na fachada, um sol e uma lua de pedra-sabão indicam que os escravos trabalharam dia e noite na obra.
A pintura do forro tem perspectiva rococó. 
Na Igreja São Francisco de Assis, os turistas ao observarem a construção de 1794, descobriram pinturas de Athayde no teto da sacristia. 
Além do túmulo do pintor, repararam que no altar está a imagem de São Roque, vindo da França. 
O medalhão da portada é atribuído a Aleijadinho. 
No Pelourinho, os turistas observaram dois bancos de ferro, que sustentam uma balança e uma espada, representando a justiça e a força. 
Acima, a coroa portuguesa. Depois, os turistas foram conhecer o Museu de Arte Sacra. 
Trata-se de um casarão em estilo rococó do século dezoito. 
Os destaques são os relicários e imagens de santos de Aleijadinho, fonte de pedra-sabão atribuída a ele, e a tela de Athayde ‘Queda de Jesus’. 
Na Casa de Alphonsus Guimaraens, os turistas conheceram a famosa morada onde viveu e morreu o poeta. 
Possuí uma biblioteca e manuscritos do poeta. 
Ao passarem pela Casa da Rua Direita, os viajantes atentaram para o rendilhado de pedra sabão do balcão e da sacada. 
Após, foram conhecer a Cachoeira do Brumado. 
A vila, em suas proximidades, cheira a fogão de lenha. 
Conhecida pelos tapetes de sisal, aparas de malha e por seus magníficos escultores: Artur Pereira e seu filho José, transformam toras de cedro em colunas cheias de bichos e presépios. 
Adão faz sapos, aves e árvores. 
A seguir, os turistas foram comprar imagens de santos e telas de artistas. 
Ao conhecerem Tiradentes, os turistas descobriram que a mesma fora fundada em 1718, ao pé das escarpas avermelhadas da Serra de São José, cresceu e se enfeitou de ouro e prata no período da mineração. 
Em 1889, a Vila de São José do Rio das Mortes virou Tiradentes, em homenagem ao seu filho mais ilustre, o alferes Joaquim José da Silva Xavier. 
A glória do ouro durou quase cem anos. 
Quando acabou, a pequena vila colonial adormeceu entre as montanhas. 
E só despertou na década de vinte, quando artistas modernistas, entre eles Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, se encantaram com seu casario colonial. 
Centro da mineração no século dezoito, Prados tem tradição na arte santeira e em selas artesanais. 
Mas se rendeu aos leões. 
Foi assim: um belo dia, apareceu por aqui um circo para lá de mambembe. 
E o povo se admirou ao ver um leão, ao vivo e em cores. 
Os artesãos passaram a cultuar o novo ídolo, esculpindo leões em toras de cedro. 
As peças ficaram famosas no Brasil e, agora, a bicharada está solta. 
São tatus, peixes, pássaros. 
Uma fauna de pau. 
Em São João Del Rei, os turistas tiveram uma forte impressão colonial da cidade. 
Isso por que, o que se cultiva aqui, é a tradição – e isso nem o súbito ar de modernidade do antigo arraial consegue empanar. 
Del Rei, São João carrega no nome. 
Quando os sinos das trinta e cinco igrejas badalam, só quem é da terra sabe por quem os sinos dobram.
Pelos postes colam-se jornais diários com as notícias de São João e do mundo. 
O barroco, ora, o barroco não é só isso que se vê nas construções. 
É também o que se ouve graças às liras bicentenárias que cantam nas igrejas e nas tradicionais procissões, que de tão tradicionais, oram até pela paz das almas penadas. 
Ademais, com relação aos sinos, a linguagem é pura badalação: o sino repica e a cidade fica de orelha em pé. 
Se dobra quatro horas sem parar, o mais longo dos avisos, o papa morreu. 
Os horários das missas, das procissões e até óbitos se conhecem pela voz dos sinos. 
Se a morte é de uma criança, soa o repique dos anjos – três pancadas. 
‘Eles tocam a alma’ – relata Édson Benevides, sineiro a vida toda, inclusive na Igreja do Pilar. 
Parou há tempos, por causa do coração. 
Por ter vivido por toda a vida tocando sinos, todos eles têm nome, e Édson se lembra do Jerônimo, um sino que foi preso em 1930, e condenado à fundição, por que matou o sineiro com uma pancada. 
De seu bronze nasceu o Francisco, que badala na torre da igreja de seu santo. 
Blém, blom!  

O esquilo (também conhecido como caxinguelê) é um mamífero da Ordem Rodentia (mamíferos roedores), enquanto o Serelepe (também conhecido como colugo ou lêmure voador) é na verdade um mamífero marsupial da família Falangerídeos.
Esquilo | Caxinguelê | Serelepe | Colugo
www.ninha.bio.br › biologia › esquilo.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 4 – REGIÃO SUDESTE - CAPÍTULO 23

Ao chegarem em Vitória, capital do estado do Espírito Santo, os turistas foram ver o Palácio Anchieta.
A construção iniciada em 1551, já foi colégio, igreja e hospedou os governadores gerais Tomé de Souza e Mem de Sá, o Imperador Dom Pedro II, e vários presidentes. 
Hoje é sede do governo. 
As janelas com arcos mostram o estilo colonial, alterado por várias reformas. 
Nos fundos, o túmulo com parte dos restos mortais do Padre José Anchieta. 
Na Igreja de São Gonçalo, os turistas observaram a construção de 1766, em estilo colonial jesuítico.
Pequena e branca, com janelas azuis em arco. 
Na lateral, há dois sinos que badalam há muitos anos. 
Na Catedral Metropolitana, os viajantes observaram uma edificação construída no século XX, em estilo gótico, com quinze vitrais franceses retratando os apóstolos e motivos bíblicos. 
No Convento de São Francisco, os turistas observaram uma construção em estilo colonial, construída entre 1744 à 1784. 
No pátio interno, foram encontrados restos mortais de missionários franciscanos. 
Mais conhecido como ‘Ruínas do Convento’, por causa da má conservação. 
Mais tarde, passeando pela Capela de Santa Luzia, os turistas se depararam com uma construção pequena e caiada, sobre um grande rochedo, que domina a paisagem desde de 1551. 
Primeira construção da cidade, esteve em reforma até 1996. 
Ao passarem pela Igreja do Rosário, os viajantes observaram uma construção no topo de um morro a partir de 1765, em estilo colonial. 
Para se chegar até ela, é necessário fazer uma penitência, e caminhar noventa e cinco degraus na escadaria. 
Após, os turistas foram conhecer o Teatro Carlos Gomes. 
Trata-se de uma réplica menor do Scala de Milão, construído em 1927. 
Tem escadas e grades dos camarotes de ferro fundido italiano. 
Na Curva da Jurema, os turistas avistaram uma praia urbana e artificial, que nasceu de um aterro. 
Tem coqueiros, castanheiras e barzinhos. 
Suas ondas fracas, são ótimas para banhos. 
Na Praia do Camburi, os turistas constataram que esta recebe toda a poluição do Porto de Tubarão. 
Mas é boa para um ‘cooper’, bate-bola à noite nos campos iluminados, cervejinha e bate-papo nas dezenas de quiosques. 
No dia seguinte em Castanheiras, os turistas se encantaram com a praia de águas calmas, ideal para a criançada. 
Em cada ponta, as Praças dos Desejos e dos Namorados, equipadas com pista de ‘cooper’, skate, patinação, quadras e campos de futebol soçaite. 
No Morro da Fonte Grande, os turistas se deslumbraram com um conhecido mirante. 
Deste local, têm-se uma vista panorâmica de Vitória e Vila Velha. 
Aqui, estão instaladas as torres de TV e rádio da cidade. 
Visitando o Solar Monjardim, os turistas conheceram a residência rural do século passado que pertenceu a família Monjardim, tradicional da cidade. 
Hoje, a localidade é um museu, com exposição de fotos e documentos históricos. 
No Porto de Tubarão, os turistas constataram que tudo é gigantesco, no maior porto exportador de minério de ferro do mundo. 
O cais, que se espalha por vinte quilômetros quadrados, se parece mais com uma cidade, pois possuí edifícios, ruas asfaltadas e até semáforos, por onde circulam mais de três mil veículos e sessenta linhas de ônibus. 
Dez mil pessoas trabalham ali. 
Caçambas carregam de uma só vez, setenta toneladas de minério, que são levadas de um lado para o outro, em cento e trinta quilômetros de esteiras rolantes. 
A cada ano, a Companhia Vale do Rio Doce exporta oitenta milhões de toneladas de minérios. 
Para dar conta delas, mais de mil navios atracam por ali. 
Sem contar os trens que chegam abarrotados, principalmente de Minas, e são descarregados por um sofisticado sistema automatizado. 
Monitoradas por técnicos da Vale do Rio Doce, as visitas precisam ser marcadas com antecedência.
Mais tarde, os turistas, ao chegarem em Vila Velha, trataram logo de conhecer a Igreja do Rosário.
Construída com pedras, no século dezesseis, em estilo colonial, é um encantamento! 
No Farol de Santa Luzia, os turistas observaram uma construção erguida em 1751, sobre as rochas. 
Ao fundo, navios esperam para atracar no Porto de Tubarão. 
Na Praia da Costa, os forasteiros aproveitaram muito bem seus três quilômetros de areia branca e limpa, e suas águas calmas e rasas. 
Após, na Praia de Itapuã, os turistas se depararam com mais um ponto de surfistas e dos pescadores, com suas banquinhas de peixe. 
Na Praia de Itaparica, os turistas descobriram que seus quilômetros intercalam trechos de areia escura e clara. 
O mar, verde e aberto, tem ondas boas. 
Vai ficar ainda mais urbana com os novos empreendimentos imobiliários à beira-mar. 
Passeando na Barra do Jucu, os turistas se encantaram com as dunas de areia amarela e grossa. 
Nos domingos rola um tambor de congo à beira-mar. 
Do Morro da Concha, se tem uma bela vista da Serra de Vitória. 
A Madalena da música de Martinho da Vila, virou nome da ponte e acesso ao Parque Estadual do Jacarenema, na foz do Rio Jucu. 
Área de Mata Atlântica preservada, com garças, marrecos e jacupembas. 
Na Ponta da Fruta os viajantes se depararam com dois quilômetros de praia larga, areia grossa, mar verde e manso. 
A seguir, os forasteiros foram assistir a Bandas de Congo. 
O sinal de fumaça nos fins-de-semana na Praia Barra do Jucu, é aviso de som afro das bandas de congo.
Os músicos esquentam o couro de seus tambores na fogueira. 
E a praia pega fogo. 
Eles se vestem de branco e marrom, e seguem à risca a tradição de seus pais: dançam ao redor do mastro, agitam triângulos, reco-recos, cuícas e tambores cantam em coro. 
Por fim, os turistas foram comprar anéis de casca de coco, artigos religiosos e estatuetas feitas de conchas, nas lojas da entrada do Convento da Penha. 
Dias depois, em Guarapari, os turistas constataram que é Deus no céu e o mar na Terra. 
O lema exagerado de alguns pescadores e timoneiros de Guarapari, não podia ser diferente para quem vive navegando nestas águas tão verdes e cristalinas. 
O Padre Anchieta chegou a estas praias em 1585, e fundou Guará Parim – garça manca, em tupi. 
Para erguer sua igrejinha, escolheu um trecho do litoral capixaba todo recortado por morros, falésias e arrecifes, num cenário cinematográfico com mais de vinte praias, onde os guarás, aves pernaltas e vermelhas, viviam em bandos pelas lagoas e mangues. 
Até hoje, a beleza do litoral, e sua areia monazítica medicinal, atraem milhares de banhistas. 
A praia é território dos vizinhos mineiros e dos turistas de terceira idade ou não, que vêm em busca de sol, ou de cura para o danado do reumatismo. 
É nessa localidade que existe uma história curiosa. 
O prefeito Juca Brandão construiu o cemitério e não conseguia inaugurá-lo. 
O tempo passava e ninguém morria. 
Em 1916, dez anos depois, a cidade enfim, viu um ataúde descer à cova. 
Mas a façanha não foi simples. 
Para inaugurar o cemitério São João Batista foi preciso tomar emprestado um defunto da vizinha Benventes, atual Anchieta. 
‘Aliás, um defunto da pior espécie, um molambo...’ – atacou um vereador da oposição, durante o ato solene. 
Folclore à parte, assim nascia a personagem do Prefeito Odorico Paraguaçu, que inspirou Dias Gomes a escrever a novela ‘O Bem Amado’. 
Ademais, a fama de saudável, vem de longe, mas só em 1898, foi desvendado o segredo: a areia monazítica das praias Guarapari, considerada medicinal. 
Pequenas quantidades de tório e urânio em sua composição, garante o teor radiativo e terapêutico de seus grãos amarelados, marrons e negros. 
Não estranhe ao deparar com banhistas rolando pelas Praias da Areia Preta, do Meio, das Castanheiras, ou das Virtudes. 
Esses croquetes de praia procuram cura para casos de artitres, nevralgias, doenças musculares e perturbações digestivas. 
Dizem que é tiro e queda. 
A areia ‘atômica’ de Guarapari também é um ótimo remédio para quem anda exausto e estressado com o corre-corre urbano. 
Em Piúma, os forasteiros se encantaram com fascinante artesanato de conchas, e a Praia de Coqueiral, ótima para crianças. 
Surfistas ficam na foz do Rio Piúma e pegam as ondas da Boca da Barra. 
Em Itaúnas, o mar surpreende, e às vezes, seu azul parece misturar-se ao do céu – é quando as nuvens bojudas e brancas bóiam na água. 
A natureza é a principal atração de Itaúnas. 
Ela se exibe em paisagens exuberantes que vão se entremeando sem parar, por vinte e quatro quilômetros de costa, no extremo norte do estado. 
E tome ecossistema. 
Rios, pântanos, lagoas, mangues, praias e matas a perder de vista. 
Capivaras, lontras, tatus, jacarés-do-papo-amarelo, quatis, jaguatiricas e preguiças são habitantes nativos e cativos desse paraíso. 
No ar, aves de montão: garças, irerês, jacupembas, marrecos. 
E frutas, muitas frutas – cambucá, pitanga, araçá, caju e mangaba –, que se oferecem entre jacarandás, cedros e sapucaias. 
Com tanta beleza assim, ainda sobra espaço para mais uma miragem digna de deserto: as famosas dunas de Itaúnas, enormes e claras, tomam conta de uma faixa de três quilômetros de praia. 
O paredão de trinta metros de altura separa o mar da pacata vila de Itaúnas, de casas de pau-a-pique e ruas de terras. 
A ordem é rolar encosta abaixo. 
Os mais valentes arriscam uma espécie de esqui na areia, e lá do topo escorregam sobre pranchas de madeira e papelão. 
Quando venta, acontece uma leve tempestade de areia, e as dunas dançam graciosamente, amontoando seus grãos amarelos-claros em novas paisagens. 
A cada ano, de metro em metro, elas se aproximam mais da nova vila. 
De vez em quando esse baile revela um pedaço do frontão da Igreja de São Benedito, da antiga vila que jaz soterrada pelas areias há duas décadas. 
Os moradores já se acostumaram com os caprichos das dunas. 
Só os mais velhos lamentam por não poder cultuar seus antepassados: o antigo cemitério foi enterrado junto com a velha vila. 
O Rio Itaúnas abraça com suas águas escuras o vilarejo e corre paralelo ao mar, formando lagoas cheinhas de peixes e pássaros. 
Entre um mergulho e outro, passeios de canoa, caminhadas pelas trilhas na Mata Atlântica e na restinga, cavalgadas pelos alagados até a foz do Riacho Doce, na divisa com a Bahia. 
Nos fins de tarde, de setembro à março, o espetáculo de centenas de tartaruguinhas recém-nascidas em carreira desabalada, e desajeitada pela praia rumo ao mar. 
É a época da desova das tartarugas marinhas na base do Projeto Tamar em Itaúnas. 
Religiosamente, a cada anos, cerca de duzentas fêmeas da espécie Caretta-Caretta e apenas cinco da Dermochelys Coriacea, a tartaruga gigante, vêm botar nessas areias seus ovos redondos e brancos, como bolinhas de pingue-pongue. 
E preservam sua espécie, como tudo por aqui.

Penelope superciliaris, conhecido popularmente pelos nomes jacupemba, jacupeba, jacupema e jacu-velho, é uma ave craciforme da família dos cracídeos. Ocorre do Sul do estado brasileiro do Amazonas ao estado do Rio Grande do Sul e Paraguai.
Jacupemba – Wikipédia, a enciclopédia livre
pt.wikipedia.org › wiki › Jacupemba.

Areia monazítica é um tipo de areia que possui uma concentração natural de minerais pesados, podendo ocorrer ao longo do litoral e em determinados trechos de rios. No Brasil, o local de maior concentração de areia monazítica é o balneário de Guarapari, no Espírito Santo. Wikipédia.

A Dendrocygna viduata, popularmente irerê ou bichichi na Bolívia, é uma espécie de marreca encontrada na África tropical, nas Antilhas e na América do Sul. Wikipédia.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

COISAS DO BRASIL PARTE 4 – REGIÃO SUDESTE - CAPÍTULO 22

Em Parati, os turistas se encantaram com o Centro Histórico (séculos XVII e XVIII). 
Por isso caminharam e ao se depararem com as igrejas, entraram. 
E qual não foi a surpresa dos turistas, ao constatarem que mesmo as que eram feias por fora, eram lindas por dentro? 
Isso por obra de Di Cavalcanti, Anita Malfati e Portinari, que embelezam-nas. 
Dessarte, na Catedral do Rosário, há um belíssimo lustre de cristal – nesta construção erguida pelos escravos. 
Já na Igreja de Nossa Senhora das Dores, os balcões de madeira rendilhada, são uma beleza. 
Tem ainda, o Museu de Arte Sacra de Santa Rita. 
Após, os turistas se deliciaram com cocadas, pudins, entre outras iguarias que circulam no local. 
Mais tarde, os turistas entraram nos restaurantes. 
Lá puderam se decidir entre moqueca de peixe, peixe com banana e pirão; camarão e lagosta. Sobremesa? 
A famosa banana-da-terra com açúcar e canela. 
Os viajantes, aproveitando o passeio, foram conhecer a Vila de Parati Mirim. 
Vilarejo de pescadores e praia de águas mansas. 
A seguir, ao passearem em Trindade, os turistas se encantaram com as Praias: Brava, dos Ranchos, Figueira, Caxadaço (Cachoeira), com bares e pousadas. 
No dia seguinte visitaram a Ilha do Araújo. 
Lá, foram até a Praia Salvador Moreira. 
Esta praia, pequena, deserta e com águas verdes, é um convite a diversão. 
Na Ilha Sapeca, os turistas se depararam com um lugar pequeno, cheio de caraguatás (bromélias) e prainha de areia fofa e bar. 
Nas Ilhas Ventura e dos Picos, os turistas adoraram as praias desertas. 
Já nas Ilhas Rapada, dos Meros e Catimbau, os turistas constataram que as mesmas são boas para mergulhos, pois possuem muitos peixes e corais. 
Passeando de barco, os turistas se deparam com a lua nova, com ardentias – plânctons comuns na região, que brilham como purpurina nas águas – entre outras coisas. 
Na Praia Vermelha, os turistas se encantaram com a enseada animada, águas calmas e vários barzinhos. No Saco do Mamanguá, os turistas observaram um viveiro de camarões e caranguejos. 
Ilhas e praias selvagens num canal de treze quilômetros de águas verdes transparentes, cercadas de montanhas. 
No Saco da Velha – os turistas se depararam com um Canal protegido e procurado por velejadores. 
No Bar do Vivinho, rodas de violão e peixe frito. 
Mais tarde os turistas foram assistir a Festa do Divino. 
Ladainhas na matriz, procissão com a bandeira do Divino e danças: do Marrapaiá (tipo de Congada), das fitas, dos velhos, do BoiBumbá, Dona Miota (boneco de dois metros). 
Leilão de prendas, queima de fogos. 
Um deslumbramento! 
Na Festa de São Pedro, os turistas acompanharam uma procissão à Ilha do Araújo – barcos grátis. 
Lá assistiram missa, participaram de uma gincana, observaram as barracas, o pau-de-sebo, e o coral. Nas Festas de Cirandas, os turistas observaram a festa que acontece na quadra de esportes no centro da cidade, ou na casa de alguém. 
Neste festejo, músicos e foliões cantam e dançam noite afora. 
Danças: do Caranguejo, Canaverde, da Arara. 
Mais tarde, os rapazes foram comprar artesanato, no centro. 
Dentre as aquisições estavam cerâmicas e conchas, canoas e peixes de madeira na Cor do Sol. 
Em Armação de Búzios, os turistas conheceram a Praia das Pedras. 
O animado ‘footing’ avança pela madrugada. 
Bares com mesas na calçada, creperia, carrinho de doces na rua, sorveterias, pizza no forno a lenha, sushi, ao lado de restaurantes finos, onde se come desde lagosta grelhada com purê de espinafre, a um churrasco de picanha argentina. 
Nas Praias João Fernandes e Fernandinho, os turistas constataram que o lugar é muito freqüentado pelos jovens. 
Bares com mesas ao ar livre, servem anchova grelhada, camarão, ostras frescas. 
Pesca saída de escuna. 
Nas Praias Azeda e Azedinha, os turistas se depararam com pequenas estradas e acesso a pé. 
Nas Praias do Canto e da Armação, os viajantes se encantaram com a grande concentração de barcos. Contudo, são impróprias para banho. 
Já na Praia dos Ossos, os turistas observaram um embarcadouro de veleiros e iates. 
Saída de escuna, aluguel de barco e equipamento de mergulho. 
Nos quiosques, frutos do mar, churrasco na brasa. 
Ambulantes vendem ostras frescas e siri cozido. 
Na Praia da Foca, os turistas se esbaldaram com a piscina natural recortada na pedra, banho na maré alta. 
Já Praia Brava, os turistas se depararam com uma vista abrangente do alto-mar, isolada entre costões rochosos, especial para o surfe. 
Mais tarde, os turistas foram comer os mariscos servidos no El Brava Maior Bar e no Bar da Brava. 
Na Praia Olho-de-Boi, os turistas para chegar até ela, tiveram que atravessar muitos obstáculos, a partir da Brava, ao caminharem por uma trilha entre pedras. 
É uma praia de nudismo. 
Ao passearem na Praia do Forno, na encosta do morro, uma enseada apertada forma uma pequena praia entre pedras. 
Na Praia Geribá, os turistas se deslumbraram com mansões, pousadas, restaurantes e quiosques. 
É freqüentada por celebridades. 
Depois, desejosos de fazer mais um passeio, os turistas alugaram um caiaque. 
A seguir, na Praia Ferradura, os viajantes se deslumbraram ao vê-la do alto do morro vizinho. 
Possuí enseada fechada, mar azul manso e transparente. 
Boa para crianças. 
Os quiosques, além dos petiscos e aperitivos, oferecem cadeiras na praia. 
Aluguel de barco, jet-ski, caiaque, equipamento de mergulho. 
Na Praia dos Amores, os turistas chegaram até ela entre as pedras. 
Aqui, pratica-se nudismo. 
Nas Praias Virgens, os rapazes se depararam com uma região ainda isolada, acesso pela Praia dos Amores. 
Depois, a pé, os turistas resolveram fazer caminhadas pelos morros, servidos de estrada pavimentada, de onde se vê o mar alto e as praias. 
Perto da Praia Brava há um mirante, panorama da península. 
Ao redor, casas, mansões e pousadas luxuosas. 
Há a Serra das Emerências e outras a combinar. 
Passeando de escuna, os turistas navegaram ao norte da península, ao longo das praias. 
Durante o trajeto, são feitas paradas de até quatro horas com paradas para natação, mergulho e pesca, com equipamento. 
O almoço é a bordo. 
Ao passearem de traineira, os turistas descobriram que os pescadores alugam seus barcos para pescaria ou mesmo para idas até às Ilhas Branca e Feia. 
Nado, pesca e mergulho. 
Após, foram provar o café da manhã. 
Um delicioso repasto com tortas salgadas, doces e pastéis – do Café Maré Mansa. 
A seguir foram aprender um pouco mais sobre a arte de atuar, no Teatro, em um curso de férias, no Cine Bardot. 
Em Arraial do Cabo, os turistas foram conhecer a Ilha Cabo Frio. 
Lá os turistas viram dois faróis, sendo que um deles está desativado. 
Praia muito bonita. 
A Gruta Azul tem mais de dez metros de altura e paredes azuladas. 
Os turistas, aproveitando a paisagem, entraram na gruta, ainda na maré baixa. 
Na Praia Pontal da Atalaia, os turistas observaram duas enseadas entre pedras, águas transparentes. Depois, mergulharam e pescaram. 
Na Prainha, a mais movimentada, os turistas freqüentaram um dos inúmeros bares e restaurantes que circundam o lugar. 
A seguir, os turistas foram comprar renda de bilro e esculturas de madeira, na Feira de Artesanato da Praça Daniel Barreto. 
Em Barra de São João, os viajantes foram conhecer o Beira-Rio. 
Trata-se de um casario tombado pelo Patrimônio Histórico, à beira do Rio São João, entre figueiras centenárias. 
No Museu Casimiro de Abreu, os turistas visitaram a casa de taipa onde o poeta nasceu. 
Objetos e livros dele, carruagem e peças antigas, fazem parte do acervo. 
Na Capela São João Batista, fundada em 1847, sobre uma pedra, onde o Rio São João deságua no mar. No pequeno cemitério, a sepultura de Casimiro de Abreu. 
Na Prainha, os turistas admiraram um belo pôr-do-sol sobre o rio. 
Após, os rapazes foram passear de barco pelo Rio São João, que adentra a Mata Atlântica. 
Depois, foram assistir a Festa de São de João. 
Aqui, uma procissão noturna prossegue por cima de tapetes feitos com areia, pedra e flores. 
Em Cabo Frio, os turistas foram conhecer a Igreja de Nossa Senhora da Assunção. 
A matriz, do século dezesseis, possuí em seu interior, peças barrocas e pinturas que retratam os evangelistas. 
A imagem de Nossa Senhora da Assunção, é a terceira mais antiga do Brasil. 
Ao passearem pelo Convento de Nosso Senhor dos Anjos, os turistas descobriram que a edificação foi erigida em 1696, e abriga o Museu de Arte Religiosa e Tradicional – lá estão imagens do século dezessete. 
Na Capela Nossa Senhora da Guia, os turistas conheceram a construção de 1740, no alto do Morro da Guia, o qual servia de orientação aos navegantes. 
Garante uma vista privilegiada da cidade. 
No Forte São Mateus, na Praia do Forte, é um símbolo da cidade. 
Foi construído em 1618. 
No Museu Marítimo, os turistas observaram aquários submarinos, peças e objetos recuperados de naufrágios. 
Na Casa da Roda, no centro, os turistas conheceram a instituição de caridade infantil, de 1840. 
O nome se deve a um prato giratório, onde o bebê era abandonado sem que se visse quem o deixava. Na Praia do Forte, os turistas se depararam com um lugar movimentado e cheio de agito. 
De areia muito branca, ofusca. 
A brisa marítima é forte, considerada por velejadores a raia mais rápida do mundo. 
Na Praia das Dunas, os turistas constataram que a mesma não possuí este nome à toa. 
Na Praia Brava, os turistas se encantaram com a bela paisagem, que possuí ao fundo um paredão de pedras. 
A Praia das Conchas, em forma de ferradura, possuí mar verde claro. 
Na Praia Peró, os rapazes se deslumbraram com mar aberto e ondas fortes. 
No Canal de Itajuru, os turistas se divertiram no local que liga a Lagoa de Araruama ao oceano. 
Usado para esqui, tem passeio de barco e iatismo. 
Depois os turistas foram conhecer as Salinas, na ponta do Costa, local de extração industrial de sal. Mais tarde, os viajantes foram conhecer a Festa de Corpus Christi. 
É aqui, que um quilômetro da Avenida Assunção vira um tapete de sal grosso tingido de várias cores, com motivos religiosos e profanos. 
No dia seguinte, missa campal e procissão, que passa sobre o tapete. 
Depois, show musical. 
No Festival do Camarão e Chope, os turistas aproveitaram as barracas na Praia do Forte, para comerem tudo quanto é tipo de prato servido com camarão. 
Um verdadeiro festival gastronômico! 
No dia seguinte, os turistas foram comprar roupas de praia e biquínis na Estrada da Gamboa, numa infinidade de confecções. 
Em Rio das Ostras, os viajantes foram até a Lagoa Coca-Cola. 
Esta tem esse nome em razão da cor das águas, escuras, isoladas, consideradas medicinais por alguns. Aqui se pode tomar banho de lama. 
Na Praia das Tartarugas, os turistas se encantaram com a enseada de areia branca, preservada, onde à tarde chegam tartarugas. 
Aqui, é proibido pescar. 
São as Praias do Centro, Cemitério, Costa Azul, as mais freqüentadas, de dia e à noite, na orla mais bem urbanizada da região. 
Na Praia Areias Negras, as areias monazíticas, escuras, são consideradas medicinais. 
Na Ilha dos Pombos e dos Três Reis, os turistas se depararam com praias próximas e selvagens. 
Aqui, chega-se de barco. 
Na Ilha do Costa, os rapazes se divertiram na praia virgem, de areia dourada, distante um quilômetro da orla. 
Em São Pedro da Aldeia, os turistas foram conhecer a Igreja de São Pedro, do século do dezessete, feita com pedra, cal e óleo de baleia. 
Mais tarde, foram até a Praia do Sudoeste, considerada a mais freqüentada. 
A Praia da Baleia, é boa para pesca. 
Na Praia Teresa, os turistas se divertiram em suas águas tranqüilas, boa para as crianças. 
Na Praia da Ponta da Farinha, os turistas descobriram se tratar da mais bonita. 
Após, os turistas passearam de barco pela lagoa. 
Saídas pela Praia de Iguaba. 
Depois, os viajantes foram assistir a Festa de São Pedro. 
Trata-se de uma procissão de barcos na lagoa em louvor ao padroeiro. 
Em Saquarema, os turistas foram logo conhecer as Praias de Surfe: Itaúnas – onde se realizam competições internacionais de surfe e bodyboard. 
Possuí pousadas e campings. 
Em Massambada – os rapazes observaram que a deserta e perigosa, o é em razão dos bancos de areia perto da costa. 
Ao fundo, a Lagoa Pernambuca. 
Em Seca – os viajantes descobriram que além de dunas, possuí ondas fortes e lagoas com salinas. 
Mais tarde, os viajantes foram conhecer Petrópolis. 
Ao chegarem na cidade, o primeiro passeio que fizeram foi ir até o Museu Imperial. 
Este foi o palácio de verão do Imperador Dom Pedro II e da família real, em excelente estado de conservação. 
Pintado de rosa, pois esta era a cor do império. 
Possuí paredes sólidas de pedra, madeira e argamassa. 
Aqui, aliaram-se bom gosto, refinamento e simplicidade. 
Os objetos do Império que estavam no Rio vieram para cá. 
A coroa de Dom Pedro I está sem as pedras preciosas – foram usadas na coroa do filho, Pedro II, esta sim, admirável. 
De ouro cinzentado, é ornada com seiscentos e trinta e nove brilhantes de Minas Gerais e setenta e sete pérolas: pesa um quilo e setecentos gramas. 
Também é impressionante o traje do imperador: o manto, o colete de penas amarelas de tucano e o cetro. 
Seu trono, de madeira entalhada e pintado de dourado, é magnífico. 
A mesa da família real está exposta, como se ela fosse chegar para jantar. 
Jóias, mobiliário, pinturas, objetos e documentos dão idéia do modo de vida da corte. 
Na Catedral São Pedro de Alcântara, os turistas observaram a construção em estilo gótico francês, em alvenaria de pedra aparelhada e cantaria de granito. 
Nave imensa, com oratórios e móveis de madeira de lei, pinturas e belos vitrais. 
Na Capela Imperial, lápides de Pedro II, da Imperatriz Tereza Cristina, de sua filha Princesa Isabel, e do marido dela, o Conde D’Eu, aqui sepultados. 
A Avenida Koeler, projetada por ordem de Pedro II, faz parte do plano original da cidade. 
Fica ao longo do Rio Quitandinha, ladeada por árvores e por um expressivo conjunto de palácios e luxuosas residências, do século dezenove, e início do século vinte. 
Construções que encantaram os turistas. 
No Museu Casa do Colono, os turistas observaram uma casa simples, de pau-a-pique, decorada com objetos que recriam o ambiente dos imigrantes alemães. 
No Palácio da Princesa Isabel, os turistas observaram a construção neoclássica cor-de-rosa, onde se realizaram memoráveis reuniões sociais e concertos. 
No Palácio Rio Negro, os turistas percorreram os dois pavimentos da construção em estilo neoclássico. Vidros, portas e janelas com as iniciais do Barão do Rio Negro. 
Foi residência de verão dos presidentes da República, até o General Costa e Silva. 
No Palácio Grão-Pará, de 1858, os turistas se depararam com a edificação que abrigava os fidalgos a serviço do imperador. 
Atualmente vive o príncipe Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança. 
No Palácio de Cristal, os turistas observaram a construção francesa pré-fabricada de estrutura metálica e vidro fumê. 
Foi palco de grandes bailes e da cerimônia de entrega de títulos de liberdade a cento e três escravos, pela Princesa Isabel, em 1º de abril de 1888. 
No Palácio Amarelo, os viajantes observaram o edifício em estilo eclético, com escadaria de mármore e entalhes de madeira. 
É a Câmara de Vereadores. 
Na Casa do Padre Correia, os turistas visitaram a sede da fazenda do Padre Correia, que hospedou o imperador Pedro I. 
Hoje é colégio de freiras vicentinas. 
O imperador adquiriu a fazenda vizinha, mas com sua abdicação e ida para Portugal, em 1831, as terras ficaram esquecidas até 1843, dando-se início à cidade. 
Na Casa do Barão de Mauá, os turistas foram visitar a sede da prefeitura. 
Ao passearem pela Casa de Rui Barbosa, os turistas observaram a construção em estilo colonial brasileiro, onde faleceu o tribuno. 
Na Casa de Santos Dumont, os turistas se depararam com um chalé alpino francês de três pavimentos, cheio de excentricidades inventadas pelo dono. 
As escadas obrigam o visitante a iniciar a subida sempre com o pé direito. 
No Palácio Quitandinha, os turistas se depararam com um impressionante palácio em estilo normando, de 1944, obra de Joaquim Rolla, que fez fortuna construindo estradas, e se tornou o ‘rei do jogo’ do país. 
Seis andares, quatrocentos e quarenta apartamentos, treze salões suntuosos, com o salão Mauá, com gigantesca abóbada sem sustentação, com trinta metros de altura e cinqüenta metros de diâmetro. 
O eco que produz repete a voz quatorze vezes. 
Foi cassino. 
Visitado por artistas famosos, com Errol Flynn, Orson Welles e Lana Turner. 
No Museu das Armas, os turistas se encantaram com uma réplica de um castelo medieval, sala de armas, passagens subterrâneas e acervos de armas. 
Em transformação para ser Museu Interativo da Idade Média. 
No dia seguinte, os turistas foram passear a pé, até a Associação de Escalada e Montanhismo. Recomenda-se caminhadas leves: do Carneiro, do Retiro, do Cobiçado, Seio de Vênus. 
Para caminhadas semipesadas: a Mãe d’Água, Pico Alcobaça, Cantagalo. 
Para caminhadas pesadas: Morro do Açu, Maria Comprida, Congonhas. 
De bicicleta, os turistas passearam por rotas variadas, em regiões da cidade e da serra. 
À cavalo, os turistas passearam entre Itaipava e Teresópolis, em nove percursos ecológicos. 
Também passearam de charrete e aproveitaram para fazer uma viagem no tempo. 
Por último, com o auxílio de guia, fizeram passeios diferentes: Imperial, Histórico, Cultural Gastronômico, Ecológico, Aventura – em Petrópolis e nas Serras da Estrela e dos Órgãos. 
Depois, visitaram o Orquidário Binot. 
Premiado no mundo todo, exporta orquídeas para os Estados Unidos, Alemanha e Japão. 
Ao passearem pela Florália, os turistas acompanharam a exposição e venda de plantas ornamentais e flores. 
Depois, foram assistir ao Coral dos Canarinhos. 
É o mais famoso coral de meninos do Brasil. 
Também tem apresentação na missa no domingo, às dez horas, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Bauernfest, os turistas acompanharam a Festa do Colono Alemão. 
Na festa tem comida típica, muita cerveja e danças. 
Depois, foram comprar malhas e confecções. 
Há mil cento e dez lojas ao longo de dois quilômetros de malharias. 
Licores artesanais, balas de coco, e outros doces feitos por dona Juracema, pintura naturalistas de aves brasileiras, a guache e tinta acrílica, de aves brasileiras na Demonte e Família. 
Em Teresópolis, os turistas foram passear pelo Alto Soberbo. 
Trata-se de um mirante do qual se vê a cidade do Rio, a Baía de Guanabara e o mar, até onde se confunde no horizonte com o céu. 
Visão definitiva do Dedo de Deus e da Serra dos Órgãos. 
No Parque Nacional da Serra dos Órgãos, os turistas observaram boa parte dos onze mil hectares. Fizeram caminhadas, pequenique e camping. 
Também se esbaldaram na piscina pública. 
Se encantaram com a floresta nativa, e se divertiram com os desafios que fazem daqui a capital brasileira do montanhismo. 
Mais tarde foram conhecer a Colina do Mirante, e seu panorama de trezentos e sessenta graus. 
O Mirante do Paraíso, possuí a melhor visão da pedra do sino, A Mulher de Pedra – a qual lembra uma mulher deitada, e a Cascata do Imbuí, na qual os turistas conheceram a cachoeira no Rio Paquequer, são deslumbrantes. 
Após, passearam e conheceram a Fontes de Água Mineral. 
Por fim, foram comprar produtos de lã, algodão, couro, madeira e vime na Feira de Artesanato da Praça Higino da Silveira. 
A seguir, foram conhecer Nova Friburgo. 
A oitocentos e quarenta e seis metros de altitude, é uma cidade industrial e agrícola. 
Aqui também, a colonização suíço-alemã influenciou a arquitetura, a economia, os costumes e a cozinha. 
É reduto de alpinistas e montanhistas. 
Tem teleférico e canoas – para a prática de canoagem –, asa delta, Cachoeira Véu de Noiva (cem metros de queda). 
Após, foram conhecer Conservatória. 
Na Estação Rodoviária, os turistas foram conhecer uma antiga estação de trem, inaugurada por Dom Pedro II, em 1883. 
Na praça ao lado, um chafariz francês e a locomotiva maria-fumaça nº 206, preservada. 
No Túnel de Pedra, na entrada da vila, escavado por escravos, os turistas descobriram, que neste lugar, ao lado da Fonte da Saudade, está escrito: ‘quem bebe dessa água sempre volta’. 
Passeando, foram conhecer os Arcos. 
Com cem metros de extensão e doze metros de altura, foi feito com pedra e argamassa de óleo de baleia, nos quais passam os trilhos da estrada de ferro. 
Na Casa Museu do Seresteiro, as suas portas abertas convidavam os turistas para adentrá-la. 
E assim, começou-se a seresta, onde não se fuma nem se bebe. 
Em Valença, os turistas conheceram inúmeras fazendas históricas. 
A Fazenda Juréia, por exemplo, pertenceu ao Visconde de Tocantins, irmão do Duque de Caxias. 
Mais tem outras: São Lourenço, Santa Rosa, Vista Alegre, Veneza, São Fernando, Florença. 
Aqui ocorreu a maior concentração de escravos do estado. 
Em algumas fazendas ainda há documentos da época, com registro de venda de negros. 
Na Fazenda Santa Clara, a casa-grande de quarenta quartos e trezentas e sessenta e cinco janelas, é um assombro. 
Além disso, a fazenda possuí ainda, senzala e instrumentos de tortura. 
Em Vassouras, os viajantes se encantaram com o casario colonial dos antigos barões do café. 
No Largo da Matriz, muito bem conservado, entre as palmeiras imperiais e árvores frondosas, está o chafariz de pedra. 
Ao fundo, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, harmoniosa construção de 1846, branca, e que possuí duas torres com sinos. 
Ao lado, a Casa de Cultura Tancredo Neves. 
Bem perto a Casa da Câmara e Cadeia, hoje prefeitura. 
No Museu Casa da Hera, os turistas conheceram a residência de Eufrásia Teixeira Leite, destacada mulher da sociedade imperial. 
No acervo, móveis e vestidos da antiga proprietária. 
Na Estação Ferroviária, os viajantes descobriram que este prédio de 1875, de tijolinhos vermelhos, torre e relógio, muito bem conservado, é a atual sede da Fundação Educacional. 
Em Visconde de Mauá, os turistas conheceram a Cachoeira do Escorrega. 
Numa seqüência de duzentos metros de quedas d’água no Rio Preto, que culmina num escorregador natural de cinqüenta metros, é que o rio desliza sobre uma grande pedra, e leva você junto até uma piscina natural. 
Um banho de espuma de água cristalina. 
As corredeiras também se prestam a canoagem. 
A correnteza é rápida, entre rochas. 
O trecho da competição é de quatro quilômetros e meio. 
Além disso, há uma infinidade de trilhas para se percorrer a pé ou a cavalo, que levam a lugares privilegiados: Vale do Pavão, passando pelo Poço das Antas, no Rio do Pavão; Vale do Marimbondo, com cachoeira no Rio Marimbondo; Vale do Alcantilado, lugar afastado, de grande beleza, com banho de cachoeira; Vale das Flores – com dez cachoeiras, considerado o passeio mais bonito; Cachoeiras de Santa Clara e Véu de Noiva. 
Montanhismo e caminhada no Pico das Agulhas Negras, no Parque Nacional de Itatiaia, só com guia. Isso por que, leva-se um dia para ir e outro para voltar. 
Os caminhantes assim, dormiram em uma cabana, no alto da serra. 
Entre a população local há excelentes guias. 
Em Itatiaia, os turistas empreenderam a tão famosa excursão. 
Como recompensa, se deslumbraram com imagens majestosas dos grandes penhascos e de toda a região. 
Depois, foram de carro até às cachoeiras da Maromba, Itaporani e Poranga. 
Ali são permitidos banhos. 
Na Cachoeira Véu de Noiva, os turistas se depararam com um queda d’água de quarenta metros, boa para banhos. 
Tem ainda, passeio por trilha íngreme, de trezentos e cinqüenta metros, pelas pedras e através de floresta. 
Mais tarde, os rapazes foram passear a pé por trilhas onde se avistam ipês, jacarandás, perobas, canelas, palmeiras, bromélias, orquídeas, samambaias, e aves, como a jacutinga, pássaros e pequenos animais, como sagüis e esquilos. 
É conveniente ir em grupo, como os turistas fizeram. 
Depois, os turistas foram conhecer a história de Moisés, que em 1966, numa enchente do Rio Preto que arrastou casas e pessoas, e um bebê de cinco dias foi levado pelas águas. 
Horas depois, ele foi encontrado cheio de lama, mas sem ferimento. 
Batizado, recebeu o nome de Moisés, pois, como o profeta, foi resgatado das águas. 
Hoje, com trinta e oito anos, Moisés é dono de um restaurante no Largo da Moramba. 
Em Penedo os viajantes foram conhecer a Sauna Filandesa. 
Nos diversos hotéis e pousadas, a herança da colonização local, que introduziu a sauna no país. 
No Baile Finlandês, os turistas acompanharam o baile com danças e trajes típicos, no Largo da Finlândia. 
Nas Três Cachoeiras, os turistas se divertiram na seqüência de cachoeiras, muito freqüentadas. 
Na Cachoeira do Céu, também chamada Banheira de Pedra, escondida, é preciso perguntar pelo caminho. 
No meio da mata, siga a trilha orientando-se pelo barulho da queda d’água. 
O rio corre por uma grande pedra e cai em cascata suave sobre outra pedra. 
Banho muito procurado. Mais tarde os turistas foram realizar a pesca de trutas, nos rios de montanha, na região de Serrinha. 
Por fim, os turistas foram comprar artesanato com pedra, madeira e pano, chocolate, doces, geléia, mel e conservas.

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

COISAS DO BRASIL PARTE 4 – REGIÃO SUDESTE - CAPÍTULO 21

Finalmente, depois de terminar de escrever sobre as lendas da região sudestes, Felipe, passou a se lembrar a da viagem que fizeram com seus amigos pelos arredores. 
Durante a viagem que empreenderam, os rapazes conheceram todo o país, mas o que prendia a atenção de Felipe, eram as recordações de passeios que fizera pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. 
Então, passemos a eles.
Foi assim. 
Felipe ao escrever sobre as lendas do sudeste, se lembrou do passeio que eles e seus amigos fizeram pelo Centro do Rio de Janeiro. 
Ao chegarem lá, os rapazes se depararam com as imagens de um Rio de Janeiro antigo, do tempo do Brasil Império – de Portugal e Algarves –, e dos primeiros tempos da República. 
É uma verdadeira viagem ao passado. 
Por esta razão, conheceram a Catedral Metropolitana. 
Edifício recente, dos anos sessentas, possuí a forma de um cone, e a base tem diâmetro de cento e seis metros. 
Possuí capacidade para vinte mil pessoas. 
As cores dos vitrais mudam conforme a luz. 
Admirados com a construção, a seguir, foram conhecer a Igreja e Mosteiro de São Bento. 
Trata-se de um conjunto arquitetônico do século XVI, um dos maiores patrimônios da arte colonial barroca brasileira. 
Aqui trabalhavam os melhores arquitetos, escultores e pintores da época. 
A capela do Santíssimo é exemplo de fino rococó. 
Aproveitando o ensejo, os turistas assistiram a missa das dez horas, celebrada aos domingos, com canto gregoriano. 
Na Igreja da Candelária, os turistas descobriram que esta, é a primeira construção religiosa do século XVII. 
Ampliada, foi reinaugurada em 1890. 
Luxuosa e ampla, sua cúpula neoclássica é composta por mil e quatrocentas pedras e pesa cerca de seiscentas toneladas. 
Além disso, possuí portas de bronze e altar-mor de mármore Carrara. 
Os púlpitos são de art noveau. 
Na Igreja de São José, os turistas foram conhecer uma das mais antigas da cidade. 
Datada do século dezesseis, com imagens do século dezenove – inclusive a do venerado São José Doente. 
O carrilhão toca hinos e músicas populares. 
Já na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, inaugurada em 1770, os turistas se depararam com uma edificação em estilo barroco, imensas portas de madeira e boa parte da cantaria veio de Portugal.
Altares e altares do noviciado, em estilo rococó. 
Depois, os turistas foram conhecer o Museu Nacional de Belas Artes. 
Lá, vinte mil peças de arte decorativa e popular, pinturas, esculturas e gravuras, fazem parte do ambiente. 
Na Galeria Estrangeira, gravuras de Picasso e o segundo maior acervo do pintor Eugène Boudin. 
Na Galeria do Século XX, trabalhos de Portinari, Lasar Segall, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral. 
No Museu de Arte Moderna, os turistas foram visitar o prédio que é considerado revelação da arte brasileira. 
Tem mil e oitocentas obras – pinturas, esculturas, gravuras –, biblioteca especializada em artes e cinemateca. 
Mais tarde, os turistas foram conhecer o Museu Histórico Nacional. 
Construído no século dezessete como Forte Santiago, para a defesa da Baía de Guanabara. 
Composto por três prédios históricos – a Casa do Trem, o Arsenal Real e o Anexo –, tem biblioteca e arquivo histórico. 
Na Biblioteca do Arquivo Nacional, os turistas se depararam com trinta quilômetros de prateleiras de documentos da administração desde o Brasil Colônia. 
Felipe, Fábio, Lúcio, Flávio e Agemiro, visitaram ainda, a Biblioteca Nacional. 
Com oito milhões de obras, é a maior biblioteca da América Latina. 
No segundo andar, divisão de Manuscritos e Obras Raras. 
Os dois exemplares da Bíblia de 1492 só podem ser vistos em microfilmes. 
No Centro Cultural Banco do Brasil, os turistas se depararam com o mais completo da cidade. 
Tem dois teatros, quatro salas de exposição, uma biblioteca de cem mil volumes – com catálogo informatizado. 
E ainda, conta com a exposição História do Brasil através da Moeda. 
Ao passarem pelo Teatro Municipal, os turistas descobriram se tratar de um dos mais luxuosos do mundo, por seu requinte na construção e no acabamento, rico em obras de arte. 
É baseado no Teatro da Ópera Charles Garnier, de Paris. 
Pinturas e afrescos de D’Angelo Visconti. 
Apresentaram-se aqui Sarah Bernhardt, Maria Callas, Nijinsky, Stravinsky e Leonard Bernstein. 
No subsolo, Salão Assírio – réplica do Palácio de Susa, em Persépolis. 
No Paço Imperial, os turistas ficaram impressionados com a arquitetura notável, de 1743. 
Foi Armazém do Rei, Casa da Moeda e residência do governador da capitania. 
No Império, servia à festas. 
A Princesa Isabel assinou aqui a Lei Áurea, abolindo a escravidão. 
Hoje é um centro cultural, palco de exposições, concertos e peças teatrais. 
A seguir, os turistas foram visitar o Palácio Tiradentes. 
Construído no local antes ocupado pela cadeia em que Tiradentes ficou preso, à espera da forca. 
Abriga biblioteca com doze mil volumes. 
Aqui se realizou a Assembléia de 1823, dissolvida no mesmo ano pelo Imperador Pedro I. 
Ao lado, a Estátua de Tiradentes. 
No Museu da República, os turistas se deslumbraram com o suntuoso Palácio do Catete, onde o Presidente Getúlio Vargas se matou, num quarto do terceiro andar, que guarda móveis da época. 
Duas vezes por mês, tem Clássicos no Museu, concertos musicais no Salão Nobre. 
Passeando, os turistas acabaram vendo o Arco do Teles. 
Viela estreita, rua típica do século dezoito. 
Suas construções tem janelas, sacadas, portas de madeira de quatro metros de altura. 
Lembra o Pelourinho, só que infelizmente, está mal-conservado. 
No dia seguinte, os viajantes foram conhecer a Igreja da Penha. 
Principal monumento da zona norte. 
Erguida no alto do morro, é visível a longa distância, da terra e do mar. 
A primeira capela é de 1632. 
Muito reverenciada e conhecida pela escadaria de trezentos e sessenta e cinco degraus, onde os fiéis pagam promessas. 
Na Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, os turistas observaram sua arquitetura do barroco luso-brasileiro, um dos cartões postais da cidade. 
Fica num outeiro, de frente para o mar. 
Na Igreja de São Sebastião, os turistas admiraram os mosaicos do pintor Gastão Formenti, na nave da construção. 
Depois, foram ver a lápide do fundador da cidade, Estácio de Sá, imagem de São Sebastião de 1567, e o marco da fundação do Rio. 
No Museu Nacional, os turistas descobriram que o mesmo, criado por Dom João VI, em 1818, está instalado no palácio onde viveu a família imperial. 
São dez mil peças de zoologia, arqueologia, etnografia, antigüidade clássica, geologia e palenteologia. No Museu Primeiro Reinado, os turistas descobriram se tratar do Solar da Marquesa de Santos. 
Aqui ela morava e recebia de braços abertos as visitas do Imperador Pedro I. 
É dividido por salões: o mais procurado é o salão da alcova. 
A seguir, ao visitarem o Museu Casa de Rui Barbosa, os turistas conheceram a morada do ilustre jurista. 
Abriga setenta e sete mil volumes e três mil e quinhentos títulos de periódicos. 
Mostra a trajetória do escritor e, além da coleção de direito do jurista, possuí as primeiras edições dos livros de Machado de Assis e José de Alencar, manuscritos de escritores famosos, como Graciliano Ramos, e uma raríssima edição da ‘Divina Comédia’, de Dante. 
Depois, foram conhecer o Corcovado. 
Do alto de uma imensa pedra, a setecentos e quatro metros de altitude, vê-se por que esta é a Cidade Maravilhosa. 
Num relance de olhos, o magnífico cenário: a Baía de Guanabara, o Porto, o Centro, a Zona Norte (do Maracanã à Ilha do Governador), Flamengo, Botafogo, o Pão de Açúcar, Copacabana, Ipanema, Leblon, a Pedra da Gávea. 
Não há quem resista a tirar foto ao lado do Cristo Redentor, privilegiado gigante de trinta e oito metros de altura e vinte e nove de envergadura, que abençoa a cidade desde de 1931 – projeto do arquiteto Silva Costa e do escultor Paul Landowiski. 
A seguir, foram conhecer o Pão de Açúcar. 
Na agenda de qualquer turista do mundo, é o campeão de passeios. 
A rápida viagem feita no bondinho, feita em duas etapas – primeiro até o Morro da Urca, depois até o Pão de Açúcar –, é inesquecível. 
Boa organização e pontualidade no serviço. 
No verão, com os dias mais longos, grande atração é ir ao entardecer, para ver o pôr-do-sol, o cair da noite, com as luzes da cidade se acendendo. 
No Maracanã, os turistas finalmente conheceram o maior estádio de futebol do mundo, com capacidade para cento e setenta mil pessoas. 
Une o prazer do jogo de futebol à beleza arquitetônica, e à festa de cores e sons das torcidas. 
No Barrashopping, os turistas se depararam com uma construção mordeníssima, que simboliza o novo Rio. 
Faraônico, é um dos maiores shoppings da América Latina – tem quinhentas e quarenta e uma lojas em setenta e seis mil metros quadrados de área. 
Roupas de última moda, produtos eletrônicos, nove salas de cinema, setenta e oito lojas de alimentação; completo parque de jogos e brinquedos: boliche com vinte pistas; centro médico com trinta clínicas, hospital com quinze leitos; oito mil e duzentas vagas para carros. 
Linha regular de helicóptero – dos aeroportos – para executivos e turistas. 
Atende cem mil visitantes por dia. 
Visitando os Arcos da Lapa, os turistas se depararam com uma belíssima construção de 1750, que serviria de aqueduto. 
Contudo sua função principal foi ser leito do bondinho que leva a Santa Teresa. 
Mais tarde os rapazes foram conhecer a Lagoa Rodrigo de Freitas. 
Na base do Morro do Cantagalo, é um dos tradicionais passeios dos cariocas. 
Tem pista de nove quilômetros e meio para caminhadas, e ciclismo entre árvores e gramados. 
Depois, uma paradinha para água de coco na Curva do Colombo. 
No Jardim Botânico, os turistas se deslumbraram com uma das maiores coleções de árvores e plantas do mundo, todas com placas de identificação. 
Esquilos vêm comer frutas no chão. 
Mais tarde no Jardim Zoológico, os viajantes, observaram dois mil e quinhentos animais expostos em áreas bem-cuidadas. 
Como atrações: tem a Casa Noturna, com corujas e morcegos, a Ala dos Felinos, e a Minifazenda. Destaque deve ser dado para o Macaco Tião (aniversaria em 16 de janeiro), sempre comemorado com bolo e festa. 
No Forte do Copacabana, os turistas se encantaram com uma imponente construção sobre a rocha, na Praia de Copacabana. 
Foi a principal praça de guerra da América do Sul. 
Equipado com canhões alemães da Krupp. 
Foi palco de acontecimentos históricos como o dos Dezoito do Forte. 
Abriga o Museu Histórico do Exército, com documentos e armas. 
Na Ilha de Paquetá, os turistas puderam apreciar uma exuberante paisagem. 
Lá, a tranqüilidade e a beleza atraem famílias para um pequenique. 
Nas ruas sossegadas só rodam charretes e bicicletas, alugadas na ilha. 
Chega-se até lá de barco. 
Trajeto de uma hora, com nove viagens por dia. 
De aerobarco, chega-se em vinte minutos. 
No dia seguinte, os turistas foram conhecer Niterói. 
Passeando de barco, foram conhecer as praias oceânicas, de águas claras e limpas, fora da baía: Piratininga, do Sossego, Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara. 
Depois, os rapazes foram conhecer a Fortaleza de Santa Cruz, na entrada da Baía de Guanabara. Improvisada pelo francês Villegaignon em 1555, tombada pelo português Mem de Sá em 1557, faz parte dos momentos agudos de nossa história. 
Com poder de fogo ampliado, impediu invasões francesas e holandesas. 
Como presos ilustres, recebeu José Bonifácio, Bento Gonçalves e Euclides da Cunha. 
Após, os turistas resolveram passear a pé pela pista Cláudio Coutinho, entre as árvores da encosta do Morro da Urca, junto à Praia Vermelha. 
Paisagem deslumbrante. 
Segurança garantida pelo exército. 
A seguir, os rapazes foram passear de bicicleta, pela mais tradicional ciclovia da cidade, que fica ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas. 
Toda Terça-feira, às nove horas da noite, tem o RioBikers, passeio que reúne milhares de ciclistas, da Praia do Leblon ao Museu de Arte Moderna, no aterro do Flamengo. 
No dia seguinte, foram passear de bonde. 
Passeando pelos Arcos da Lapa, os turistas foram até o Bairro de Santa Teresa – lá, se depararam com casas do fim do século passado, ruas de pedra. 
Um verdadeiro mergulho no Rio de anteontem. 
De helicóptero, tiveram uma visão panorâmica da cidade. 
A seguir, os turistas se aventuraram num passeio de asa-delta. 
Mais tarde, foram conhecer a Praia do Arpoardor, porém, não se aventuraram a entrar nas águas repletas de surfistas. 
Mais tarde, foram assistir ao Carnaval. 
O maior Espetáculo da Terra, é também, um dos mais famosos, se não o mais famoso, Espetáculo do Brasil. 
São inúmeras Escolas de Samba, que enchem a Marquês de Sapucaí, de cores, sons, alegria, e de encanto ao encher os olhos do público com o deslumbre de suas fantasias, coreografias e alegorias. 
É uma festa que dura alguns dias, mas já faz parte do imaginário e dos sonhos do povo brasileiro. 
Dias depois, os turistas foram conhecer o GP Brasil. 
Tradicional para turfe, possuí cavalos estrangeiros. 
Mais tarde, foram conhecer a Festa da Penha. 
Trata-se de uma das maiores e mais tradicionais, festas religiosas da cidade. 
Tem bandas, barraquinhas, leilões e animação no Largo da Penha. 
Muito embora fosse ainda muito cedo para o Reveillon, os turistas ficaram a imaginar, quando mergulharam nas águas da Praia de Copacabana, a quantidade de pessoas que vão até lá para realizar os rituais de fim-de-ano, e apreciar a famosa queima de fogos. 
Após, os turistas foram conhecer Angra dos Reis. 
Primeiramente, apreciaram a magnífica orla da cidade. depois, foram visitar a Igreja e Convento Nossa Senhora do Carmo. 
A igreja de 1593, foi reformada por ocasião da construção do convento em 1652. 
De arquitetura simples, em estilo colonial, possuí azulejos portugueses. 
A seguir, foram conhecer a Igreja da Lapa e da Boa Morte. 
Esta construção, data de meados do século dezoito. 
A pintura do retábulo do altar-mor é original e as imagens de madeira vieram de Portugal e da Espanha. As de terracota são daqui mesmo. 
No Convento de São Bernardino de Sena, os turistas, se depararam, no Alto do Morro de Santo Antônio com as ruínas do conjunto religioso erguido em 1653. 
Apenas a Capela dos Irmãos Terceiros e o pequeno Claustro estão preservados. 
Na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, os turistas se encantaram com a construção de 1749. Muito embora a planta seja de 1625, foi somente depois de mais de um século que esta foi construída. Tanto a construção como algumas imagens que a decoram são barrocas. 
No Casario Histórico, os sobrados da Praça General Osório constituem um conjunto arquitetônico do século dezoito. 
As casas assobradadas da Rua do Comércio, com beirais de louça azuis e brancos, são exemplos de construções típicas do século dezenove. 
As quais, encantaram sobremaneira os turistas. 
No Chafariz da Chácara da Carioca, os turistas se depararam com uma construção de 1842. 
É o único da cidade que continua esguichando água desde o século passado. 
Na Usina Nuclear, os turistas foram no local. 
Dispõe de um centro de informações onde os turistas, através de recursos audiovisuais, podem conhecer com funciona uma central nuclear. 
Mais tarde os viajantes foram conhecer as Praias. 
Entre elas, Monsuaba – com capela, Cachoeira de Cantagalo; Paraíso; da Fazenda – perto do morro, entre pedras arredondadas; da Espia – que tem mirante com vista da Baía. 
Na Estrada do Contorno, no Bairro de Batista Neves, pequenas belas praias ao longo de enseadas: Gordas, Bonfim, Grande, Vila Velha, da Figueira, da Bica, da Gruta, Tanguá, da Ribeira, do Retiro, da Ponta do Sapé, da Enseada e da Aroeira. 
Em várias delas há bares. 
Após, os turistas foram conhecer a Vila de Mambucaba. 
Ex-mercado de escravos, exportação de café e produção de aguardente. 
Fica à beira-mar, com praia de encher os olhos. 
Lá está a Igreja do Rosário de frente para o mar, casarões, uma bica para banhos, bares, e outras praias: Brava, Piraquara, do Frade, Bracuhy. 
No mar de Angra, as ilhas vão aparecendo aos borbotões. 
Algumas são particulares. 
A da Gipóia, com doze praias, barco-bar, é boa de mergulho. 
As Botinas, gêmeas, uma de frente para a outra, são o mais novo cartão postal de Angra. 
Cataguases, Paquetá, Flechas, Piedade, Comprida, Francisca, do Ouriço, e do Arpoardor são muito procuradas. 
Para alcançá-la, existem opções como as traineiras, no Cais de Santa Luzia; os saveiros, no Big Tour, no Mar de Angra e no Gênesis; e as lanchas, na Norway, Captains Yacht e Dock Line. 
Depois, os turistas foram passear pela Trilha Mambucaba – Parque Nacional da Serra da Bocaina. 
O caminho, de cinqüenta quilômetros, era usado para levar escravos ao Vale do Paraíba. 
Os trechos calçados são herança dessa época. 
A trilha de Bracuí, de trinta quilômetros, acompanha o Rio Bracuí, utilizado para canoagem. 
No dia seguinte, passearam de trem pela Mata Atlântica, numa viagem de quarenta quilômetros, de Angra até Lídice, subindo quinhentos e oitenta metros pela Serra do Mar. 
O trem atravessa a floresta, passa por cachoeiras e quinze túneis. 
A seguir, os rapazes foram passear de submarino. 
Durante o verão, o submarino Argos mergulha até vinte metros de profundidade, em frente a Ilha Grande. 
Por quarenta e cinco minutos, a fauna e a flora marinhas são apreciadas através de oito vigias de acrílico, as janelinhas da embarcação. 
Na Procissão Marítima de Ano Novo, os viajantes se encantaram com o grande passeio de barcos de todos os tipos, com Carnaval a bordo. 
Tem início na Praia das Flechas e termina na Praia do Anil, centro, com prêmios e o grito de Carnaval. No Aniversário de Angra, três dias de festa e Folia de Reis: grupos percorrem as ruas cantando e dançando, representando o bumba-meu-boi. 
Durante o Carnaval, os turistas se esbaldaram com a tradicional e animada festa de rua, com bailes populares e desfiles de escolas de samba locais. 
No Festival do Mar, os turistas assistiram eventos desportivos nas praias e um salão náutico que reuniu dezenas de veleiros e iates, um mais luxuoso que o outro. 
Na Festa da Padroeira, os turistas se encantaram com os festejos em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem chegou a Angra em 1632. 

Texto retirado de artigos da internet sobre o folclore brasileiro, e de guias de viagens sobre o Brasil.
Luciana Celestino dos Santos
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