No ano de 1961, o ex-governador paulista Jânio Quadros, tomou posse em janeiro.
Defendeu uma política externa independente, e a defesa da soberania nacional.
Adotou a
política de austeridade econômica ditada pelo FMI, restringiu o crédito e congelou salários.
Na tentativa de fortalecer sua autoridade, iniciou campanha de descrédito dos políticos, mas renunciou em 25 de agosto, num gesto nunca explicado inteiramente.
Os setores militares e
políticos não admitiram entregar o poder ao Vice-Presidente, João Goulart, por suas
posições mais de esquerda.
Sua posse só foi aceita, com a condição de o Congresso instituir
o Parlamentarismo.
A Constituição de 1946, foi reformada e estabeleceu esse regime de
governo.
Reduziram-se assim, as prerrogativas do Presidente, e o governo passou a ser
exercido pelo Gabinete Ministerial, chefiado por um Primeiro-Ministro.
João Goulart
aceitou a solução.
Aceitou porque não tinha saída.
O então Vice-Presidente da República João Goulart, conhecido como Jango, assumiu
então o poder.
Tudo em razão da renúncia de Jânio Quadros, causada por pressões
militares.
Contudo, antes de Jânio Quadros renunciar ao governo, tentou articular um golpe.
Porém, o mesmo não deu resultado.
Por isso, ao renunciar, Jânio Quadros, creditou à forças o cultas sua renúncia.
Em razão disso, Jango, assumiu o cargo.
Todavia, após algum tempo, ele foi deposto
pelos militares, que antes mesmo de tomar posse, já o queriam longe da presidência do país.
Por isso mesmo, os militares tentaram impedir sua posse, enquanto ele estava de viagem a
China comunista.
Até mesmo, Jânio Quadros no seu governo, também teve atitudes suspeitas em relação
aos comunistas, pois condecorou Che Guevara o líder da Revolução Cubana.
A elite brasileira também não gostou dos comentários elogiosos feitos por Jango, ao
governo da China, e assim, não queriam-no na Presidência, em substituíção a Jânio
Quadros.
Contudo a despeito de tudo isso, Jango governou o país.
Todavia, João Goulart teve
que governar sob pressão durante todo o governo.
Quando finalmente tomou posse, teve
aceitar governar o país nos moldes do regime parlamentarista, ou seja, não poderia
governar livremente.
Seu governo teria a interferência das autoridades militares.
Mas esta
era uma medida provisória.
Isso por que, poderia haver um plebiscito que mudasse a forma
de governo, e foi isso que aconteceu.
Em razão da votação, voltou o Regime Presidencialista.
Com isso Jango, executou seu programa de Reformas de Base, tentou a estabilização
econômica, mas sua medida de estabilização salarial era impopular, e ele cada vez mais
precisava desse apoio, pois a elite não lhe dava respaldo político e os militares o
pressionavam cada vez mais.
Com o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social,
enfrentou oposição no Congresso e desconfiança do empresariado nacional.
Diante disso, Jango tentou mobilizar a população.
Com as Reformas de Base –
agrária, bancária, tributária, fiscal e administrativa, entre outras –, tratadas como
essenciais ao desenvolvimento nacional, foi responsabilizado pela carestia e pelo
desabastecimento pela oposição.
Não bastasse isso, essa mesma o posição o acusava de
preparar um golpe comunista.
Por esta razão, o Presidente João Goulart promoveu um
grande comício em frente a Estação Ferroviária Central do Brasil, no Rio de Janeiro, aos
13 de março de 1964, com a presença de 30 mil pessoas.
Seis dias depois, seus adversários
reagiram, com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade.
A tensão cresceu.
No dia 31, tropas de Minas Gerais e São Paulo avaçaram sobre o Rio, onde o governo
tinha apoio das Forças Armadas.
Assim, o Golpe Militar destituiu o governo e implantou o
Regime Militar.
Com isso, João Goulart se refugiou no Uruguai.
Quanto a esse aspecto, há muito tempo os militares planejavam o golpe.
Jango tentou resistir, mas não havia mais nada a ser feito.
Essa foi a denominada Revolução de 64.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
Poesias
domingo, 29 de março de 2020
A Construção de Brasília
No ano de 1957, iniciou-se a construção de Brasília, futura capital do país.
O projeto urbanístico era do arquiteto Lúcio Costa, e os principais prédios governamentais foram projetados por Oscar Niemeyer.
A obra atraiu enorme quantidade de trabalhadores nordestinos, que se tornaram conhecidos pelo nome de Candangos.
A idéia de transferir a capital para o interior do país, para integrar melhor todo o território e facilitar o desenvolvimento do interior, já estava registrada na Constituição de 1891.
Em 1960, Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília.
Ele saiu do governo, deixando grande crescimento econômico – média de 7% ao ano –, baseado na industrialização.
Como herança negativa, houve desequilíbrio nas contas públicas e inflação alta.
Jânio Quadros, do Partido Trabalhista Nacional (PTN), venceu as eleições para a Presidência da República.
João Goulart (PTB-PSD) foi eleito para Vice-Presidente.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
O projeto urbanístico era do arquiteto Lúcio Costa, e os principais prédios governamentais foram projetados por Oscar Niemeyer.
A obra atraiu enorme quantidade de trabalhadores nordestinos, que se tornaram conhecidos pelo nome de Candangos.
A idéia de transferir a capital para o interior do país, para integrar melhor todo o território e facilitar o desenvolvimento do interior, já estava registrada na Constituição de 1891.
Em 1960, Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília.
Ele saiu do governo, deixando grande crescimento econômico – média de 7% ao ano –, baseado na industrialização.
Como herança negativa, houve desequilíbrio nas contas públicas e inflação alta.
Jânio Quadros, do Partido Trabalhista Nacional (PTN), venceu as eleições para a Presidência da República.
João Goulart (PTB-PSD) foi eleito para Vice-Presidente.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
As Ligas Camponesas
Com relação as Ligas Camponesas, as primeiras organizações de pequenos
proprietários, arrendatários e meeiros, que lutaram contra a expulsão dos camponeses, da
terra, e contra a elevação do preço dos arrendamentos, surgiram em Pernambuco, a partir do
final de 1955.
As Ligas Camponesas.
Lideradas pelo advogado e político Francisco Julião, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), as Ligas, obtiveram o apoio do PCB e de setores da Igreja Católica, e aos poucos, se multiplicaram e se espalharam para outros estados.
Reuniram milhares de trabalhadores rurais, enfrentando a repressão policial e a reação dos usineiros e latifundiários.
Uma das lutas-símbolo do movimento foi a dos camponeses que haviam arrendado pequenos sítios dentro do Engenho Galiléia, em Vitória do Santo Antão (PE).
Durante cinco anos, eles impediram por meios legais que a propriedade fosse retomada.
No final, o governo federal desapropriou a fazenda.
Durante o Regime Militar de 1964, Julião e seus principais líderes foram presos e condenados.
O movimento então se enfraqueceu e se desarticulou.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
As Ligas Camponesas.
Lideradas pelo advogado e político Francisco Julião, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), as Ligas, obtiveram o apoio do PCB e de setores da Igreja Católica, e aos poucos, se multiplicaram e se espalharam para outros estados.
Reuniram milhares de trabalhadores rurais, enfrentando a repressão policial e a reação dos usineiros e latifundiários.
Uma das lutas-símbolo do movimento foi a dos camponeses que haviam arrendado pequenos sítios dentro do Engenho Galiléia, em Vitória do Santo Antão (PE).
Durante cinco anos, eles impediram por meios legais que a propriedade fosse retomada.
No final, o governo federal desapropriou a fazenda.
Durante o Regime Militar de 1964, Julião e seus principais líderes foram presos e condenados.
O movimento então se enfraqueceu e se desarticulou.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
A Posse e a Era JK – Os Cinqüenta Anos em Cinco
Em 1955, Juscelino Kubitschek, foi eleito para Presidente da República pelo PSD em
outubro.
Seu Vice foi João Goulart, do PTB.
No início de novembro, alguns militares sugeriram um golpe que impedisse a posse de Juscelino.
Na mesma época, o Presidente em exercício, Café Filho, sofreu um ataque cardíaco e, em seu lugar, assumiu o Presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, que se recusou a punir os militares golpistas.
Para garantir a posse do Presidente eleito, o General Henrique Teixeira Lott, Ministro da Guerra, deu um golpe preventivo contra Carlos Luz.
Ele mobilizou tropas que ocuparam prédios do governo, estações de rádio e jornais e isolou a Marinha e a Aeronáutica, contrárias a mudança de poder.
Com isso, Carlos foi afastado e o Presidente do Senado, Nereu Ramos, assumiu o governo.
Estava garantida a posse de Kubitschek no ano seguinte.
Entre os anos de 1956 a 1960, Juscelino Kubitschek tomou posse (1956), com um discurso desenvolvimentista e anunciou o lema “Cinqüenta anos (de progresso) em cinco (de governo).”
Seu Plano Nacional de Desenvolvimento, conhecido Plano de Metas, privilegiou os setores de energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação.
O capital estrangeiro foi atraído pela ampliação dos serviços de infra-estrutura, como transporte e fornecimento de energia elétrica.
Isso favoreceu a implantação do grande pólo automobilístico na região do ABC paulista.
Para incentivar o desenvolvimento da Região Nordeste, que assistia à eclosão de reivindicações do homem do campo organizado nas Ligas Camponesas, criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Com os investimentos externos, Kubitschek estimulou a diversificação da economia nacional, aumentando a produção de insumos, máquinas e equipamentos pesados para a mecanização agrícola, fabricação de fertilizantes, frigoríficos, transporte ferroviário e construção civil.
No início dos anos 60, o setor industrial superou a média dos demais setores da economia.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
Seu Vice foi João Goulart, do PTB.
No início de novembro, alguns militares sugeriram um golpe que impedisse a posse de Juscelino.
Na mesma época, o Presidente em exercício, Café Filho, sofreu um ataque cardíaco e, em seu lugar, assumiu o Presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, que se recusou a punir os militares golpistas.
Para garantir a posse do Presidente eleito, o General Henrique Teixeira Lott, Ministro da Guerra, deu um golpe preventivo contra Carlos Luz.
Ele mobilizou tropas que ocuparam prédios do governo, estações de rádio e jornais e isolou a Marinha e a Aeronáutica, contrárias a mudança de poder.
Com isso, Carlos foi afastado e o Presidente do Senado, Nereu Ramos, assumiu o governo.
Estava garantida a posse de Kubitschek no ano seguinte.
Entre os anos de 1956 a 1960, Juscelino Kubitschek tomou posse (1956), com um discurso desenvolvimentista e anunciou o lema “Cinqüenta anos (de progresso) em cinco (de governo).”
Seu Plano Nacional de Desenvolvimento, conhecido Plano de Metas, privilegiou os setores de energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação.
O capital estrangeiro foi atraído pela ampliação dos serviços de infra-estrutura, como transporte e fornecimento de energia elétrica.
Isso favoreceu a implantação do grande pólo automobilístico na região do ABC paulista.
Para incentivar o desenvolvimento da Região Nordeste, que assistia à eclosão de reivindicações do homem do campo organizado nas Ligas Camponesas, criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Com os investimentos externos, Kubitschek estimulou a diversificação da economia nacional, aumentando a produção de insumos, máquinas e equipamentos pesados para a mecanização agrícola, fabricação de fertilizantes, frigoríficos, transporte ferroviário e construção civil.
No início dos anos 60, o setor industrial superou a média dos demais setores da economia.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
O Atentado da Rua Toneleiros
Em 1954, no Rio de Janeiro, Gregório Fortunato, Chefe da Guarda Presidencial e
servidor de Getúlio por mais de 30 anos, contratou um pistoleiro, para matar o jornalista
Carlos Lacerda, agressivo opositor udenista.
No atentado, porém, morreu o Major da Aeronáutica, Rubens Vaz, e Lacerda ficou ferido levemente.
A partir desse episódio, o governo de Getúlio, perdeu muito de sua base política.
Generais divulgaram manifesto à nação, e exigiram a renúncia do Presidente.
No mesmo ano, aos 24 da manhã de agosto, Getúlio Vargas se suicidou, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
Sua morte, foi seguida de grandes manifestações populares que, de certa maneira, garantiram o espaço para uma transição do poder dentro da legalidade.
O Vice-Presidente, João Café Filho, assumiu a Presidência.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
No atentado, porém, morreu o Major da Aeronáutica, Rubens Vaz, e Lacerda ficou ferido levemente.
A partir desse episódio, o governo de Getúlio, perdeu muito de sua base política.
Generais divulgaram manifesto à nação, e exigiram a renúncia do Presidente.
No mesmo ano, aos 24 da manhã de agosto, Getúlio Vargas se suicidou, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
Sua morte, foi seguida de grandes manifestações populares que, de certa maneira, garantiram o espaço para uma transição do poder dentro da legalidade.
O Vice-Presidente, João Café Filho, assumiu a Presidência.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
O Retorno do Caudilho
Em 1950, Getúlio Vargas, foi reeleito para Presidente pelo PTB, mesmo sem o apoio
de Dutra, que sustentou a candidatora de Cristiano Machado, do PSD.
A UDN lançou novamente como candidato o Brigadeiro Eduardo Gomes.
Vargas também conseguiu o apoio de Ademar de Barros, então influente político de São Paulo, e de seu Partido Social Progressista (PSP).
No ano de 1951, Getúlio Vargas tomou posse e presidiu o país até 1954.
Reprisando a política adotada durante o período ditatorial do Estado Novo, reforçou o caráter nacionalista e populista de seu governo.
Privilegiou medidas que considerou necessárias para a industrialização do país.
Quando a campanha nacionalista “O Petróleo É Nosso” agitava a opinião, enviou ao Congresso projeto para criação de uma empresa petrolífera, a Petrobrás.
Vargas flexibilizou as relações sindicais para atender uma de suas principais bases de apoio, os trabalhadores urbanos.
Isso permitiu a volta dos Comunistas aos sindicatos, e de outros sindicalistas, afastados no governo Dutra.
O exército viveu uma situação de divisão.
De um lado estava os militares mais nacionalistas, que apostaram na industrialização do país como motor do crescimento econômico, e de outro havia uma corrente mais alinhada aos EUA, que pregou o controle da inflação e a atração do capital estrangeiro como alicerce da economia.
Em 1952, Vargas deu continuidade à industrialização do país inaugurando o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDE) e estabilizando a geração de energia elétrica, decidido a lutar pelo que chamava de interesses nacionais.
Um novo decreto impôs limite de 10% para remessas de lucros para o exterior.
Nesse mesmo ano foi criada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que coordenou a ação da Igreja Católica no país. N
o ano seguinte foi criada, também, a Petrobrás, e ficou estabelecido o monopólio estatal na produção do petróleo.
Essa política provocou a reação dos conservadores liderados pela União Democrática Nacional (UDN).
Uma greve geral por reajuste salarial chegou a atingir 300 mil trabalhadores em São Paulo, e durou 24 dias, terminando com acordos separados para várias categorias.
Outra paralizou 100 mil marítimos no Rio de Janeiro.
No processo perderam prestígio os dirigentes sindicais mais ligados ao PTB e a Getúlio.
Vargas escolheu João Goulart para Ministro do Trabalho; Tancredo Neves, da Justiça; e Osvaldo Aranha, da Fazenda.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
A UDN lançou novamente como candidato o Brigadeiro Eduardo Gomes.
Vargas também conseguiu o apoio de Ademar de Barros, então influente político de São Paulo, e de seu Partido Social Progressista (PSP).
No ano de 1951, Getúlio Vargas tomou posse e presidiu o país até 1954.
Reprisando a política adotada durante o período ditatorial do Estado Novo, reforçou o caráter nacionalista e populista de seu governo.
Privilegiou medidas que considerou necessárias para a industrialização do país.
Quando a campanha nacionalista “O Petróleo É Nosso” agitava a opinião, enviou ao Congresso projeto para criação de uma empresa petrolífera, a Petrobrás.
Vargas flexibilizou as relações sindicais para atender uma de suas principais bases de apoio, os trabalhadores urbanos.
Isso permitiu a volta dos Comunistas aos sindicatos, e de outros sindicalistas, afastados no governo Dutra.
O exército viveu uma situação de divisão.
De um lado estava os militares mais nacionalistas, que apostaram na industrialização do país como motor do crescimento econômico, e de outro havia uma corrente mais alinhada aos EUA, que pregou o controle da inflação e a atração do capital estrangeiro como alicerce da economia.
Em 1952, Vargas deu continuidade à industrialização do país inaugurando o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDE) e estabilizando a geração de energia elétrica, decidido a lutar pelo que chamava de interesses nacionais.
Um novo decreto impôs limite de 10% para remessas de lucros para o exterior.
Nesse mesmo ano foi criada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que coordenou a ação da Igreja Católica no país. N
o ano seguinte foi criada, também, a Petrobrás, e ficou estabelecido o monopólio estatal na produção do petróleo.
Essa política provocou a reação dos conservadores liderados pela União Democrática Nacional (UDN).
Uma greve geral por reajuste salarial chegou a atingir 300 mil trabalhadores em São Paulo, e durou 24 dias, terminando com acordos separados para várias categorias.
Outra paralizou 100 mil marítimos no Rio de Janeiro.
No processo perderam prestígio os dirigentes sindicais mais ligados ao PTB e a Getúlio.
Vargas escolheu João Goulart para Ministro do Trabalho; Tancredo Neves, da Justiça; e Osvaldo Aranha, da Fazenda.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
A Ingerência Americana
Nos idos de 1947, foi decretada a ilegalidade do Partido Comunista Brasileiro (PCB)
em maio.
A medida foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal, baseado em texto constitucional que proibia a existência de partido político contrário ao regime democrático e à pluralidade partidária, e que não garantisse os direitos fundamentais do homem.
Em seguida, o Ministério do Trabalho fechou a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), controlada pelos comunistas, e interveio em mais de cem sindicatos, acusados de focos de agitação operária.
Atendendo às reivindicações conservadoras, o General Dutra proibiu os jogos de azar e fechou os cassinos.
Rendeu-se às pressões dos Estados Unidos, que em plena Guerra Fria disputaram a hegemonia mundial com a União Soviética (URSS), e rompeu relações com a mesma.
No ano seguinte, uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, determinou a cassação dos mandatos de deputados, senadores e vereadores eleitos pelo PCB.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
A medida foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal, baseado em texto constitucional que proibia a existência de partido político contrário ao regime democrático e à pluralidade partidária, e que não garantisse os direitos fundamentais do homem.
Em seguida, o Ministério do Trabalho fechou a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), controlada pelos comunistas, e interveio em mais de cem sindicatos, acusados de focos de agitação operária.
Atendendo às reivindicações conservadoras, o General Dutra proibiu os jogos de azar e fechou os cassinos.
Rendeu-se às pressões dos Estados Unidos, que em plena Guerra Fria disputaram a hegemonia mundial com a União Soviética (URSS), e rompeu relações com a mesma.
No ano seguinte, uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, determinou a cassação dos mandatos de deputados, senadores e vereadores eleitos pelo PCB.
Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
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