Poesias

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Os Sete Povos das Missões

Em 1750, o Tratado de Madri reconheceu, com base no direito de posse da terra por quem a usa (uti posidetis), a presença luso-brasileira na maioria dos territórios brasileiros desbravados, e em fase de ocupação.
No Norte e no Centro-Oeste, não houve dificuldade em acertar limites, em decorrência do pequeno interesse espanhol nas regiões.
No Sul, no entanto, a negociação foi conturbada.
A Espanha, exigiu o controle do Rio da Prata, por sua importância econômica e estratégica.
Em razão disso, aceitou a Colônia de Sacramento, em troca da manutenção da fronteira brasileira, no atual Rio Grande do Sul.
Como conseqüência, os jesuítas espanhóis e os índios guaranis de Sete Povos das Missões, foram forçados a se transferirem para o outro lado do Rio Uruguai.
Em 1754 até 1756, os guaranis de Sete Povos das Missões se recusaram a deixar suas terras no território do Rio Grande do Sul, o que acarretou a eclosão da Guerra Guaranítica.
Em resposta à posição indígena, os castelhanos, vindos de Buenos Aires e Montevidéu, e os luso-brasileiros, vindos do Rio de Janeiro sob o comando do general Gomes Freire, entraram pelo Rio Jacuí, combatendo os guaranis missioneiros, que tentavam impedir a demarcação da fronteira.
Com isso, em 1756, os Sete Povos das Missões foram dominados.

Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

Guerra dos Mascates

Dentre o período de 1710 à 1712, ocorreu a Guerra dos Mascates.
Os senhores de terras e engenhos pernambucanos, concentrados em Olinda, dependiam economicamente dos Mascates (comerciantes portugueses) e não aceitaram a emancipação do Recife, pois isto agravou sua situação diante da burguesia lusitana.
Quando Recife se transformou em vila, esses latifundiários iniciaram a Guerra dos Mascates, atacando a povoação, sob a liderança de Bernardo Vieira Melo e Leonardo Bezerra Cavalcanti.
O governador Caldas Barbosa, ligado aos Mascates, fugiu para a Bahia.
No ano seguinte os Mascates reagiram e invadiram Olinda.
A nomeção de um novo governador e a utilização de tropas enviadas da Bahia, puseram fim à guerra.
A burguesia mercantil recebeu o apoio da metrópole, e o Recife manteve sua autonomia.
No ano de 1727, Francisco de Melo Palheta, introduziu o cultivo do café no Brasil, após contrabandear as sementes da Guiana Francesa.

Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte. 

A Extração Aurífera

Na passagem do século XVII para o XVIII foram descobertas ricas jazidas de ouro nos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, que atrairam portugueses e aventureiros de todas as partes do país.
Muitos trouxeram escravos.
A Coroa autorizou a livre exploração de ouro, mediante o pagamento de um quinto da produção, e foi criada a Intendência de Minas para fiscalizar a atividade mineradora.
Era até permitido a alguns escravos conservar parte do ouro descoberto, para comprar sua liberdade.
O período áureo foi entre os anos de 1735 à 1754, quando a exportação anual era de 14500 quilos. A exploração de diamante cresceu por volta de 1729, nas Vilas de Diamantina e Serra do Frio, no norte de Minas Gerais.
Em 1734 foi instituída uma Intendência para administrar as lavras.

Luciana Celestino dos Santos
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Guerra dos Emboabas

Entre 1708 e 1709, ocorreu a Guerra dos Emboabas, entre mineradores paulistas e comerciantes portugueses e brasileiros de outras regiões, chamados de Emboabas (do tupi buaba, aves com penas   até os pés, em referência aos forasteiros).
Os paulistas, descobridores de ouro em Minas Gerais, alegavam ter preferência sobre a extração.
Para garantir à mineração, os portugueses atacaram Sabará, sob o comando de Manuel Nunes Viana e conseguiram a rendição dos paulistas.
Em 1709, o chefe emboaba Bento do Amaral Coutinho desrespeitou o acordo de rendição, e matou dezenas de paulistas no local, e ficou conhecido como Capitão da Traição.

Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

Os Bandeirantes

Em 1695, as primeiras descobertas de ouro na região próxima da cidade de Sabará (Minas Gerais) foram tradicionalmente associadas ao bandeirante Borba Gato.
Formadas por brancos pobres, mamelucos, agregados e familiares em torno de um líder, as bandeiras buscavam minas de ouro e pedras preciosas e capturavam índios recolhidos em missões jesuítas.
Partindo de São Vicente ou São Paulo, atingiam o Sul, Centro-Oeste e a região das Minas Gerais.
Com isso, contribuíram para a expansão territorial do Brasil.
Outro tipo de incursão que também ajudou a desbravar o interior, foram as entradas, missões que saíam do Nordeste em direção à Amazônia e ao Centro-Oeste, para mapear o território, e combater índios hostis.

Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

Quilombo de Palmares

Nos idos de 1694, após resistir aos contantes ataques – entre os anos de 1687 a 1694 –, o Quilombo de Palmares, foi destruído em fevereiro, por tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho.
Palmares foi o mais importante ajuntamento de quilombos do período colonial e durou quase um século.
Sua população teria alcançado um número estimado entre 6 mil e 20 mil pessoas, distribuídas numa área de 150 quilômetros de comprimento e 50 quilômetros de largura, localizada entre Pernambuco e Alagoas.
Seu último líder, Zumbi, sobreviveu à destruíção do quilombo, mas morreu no ano seguinte.
Por conta de seu valor, tornou-se o principal símbolo da resistência negra à escravidão.

Luciana Celestino dos Santos
É permitida a reprodução, desde que citada a fonte. 

Revolta dos Beckman

À seguir, em 1684, proprietários rurais, liderados pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, revoltaram-se contra a Companhia de Comércio do Maranhão, que não cumpriu com seu objetivo de fornecer escravos, utensílios e equipamentos.
Também eram contrários às posições dos jesuítas, que impediam a escravização indígena.
Em razão disso, promoveram a“Revolta dos Beckman”.
A metrópole ao tomar conhecimento do levante, interveio.
Manuel Beckman foi executado junto com Jorge Sampaio, outro participante da revolta, e os demais líderes foram condenados à prisão perpétua.

Luciana Celestino dos Santos
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